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21/12/2009 - 09h33

Reclamações contra bancos caíram 21,9% em novembro, aponta BC

SÃO PAULO - O número de queixas contra os bancos  caiu 21,90% no mês passado, frente a outubro, revela o "Ranking de Instituições mais Reclamadas", divulgado pelo Banco Central na última sexta-feira (18). Débitos não autorizados e operações não reconhecidas aparecem entre as principais reclamações. 

Considerando as sete instituições financeiras com mais de um milhão de clientes, o total de reclamações atingiu 464 casos em outubro, contra 594 um mês antes.

Frente ao mesmo mês de 2008 houve queda de 69,35%, já que naquele mês o total de reclamações somou 1.514. 

HSBC lideraNo décimo primeiro mês do ano, a liderança do ranking ficou com o HSBC, cujo índice de reclamações foi de 0,58 a cada 100 mil pessoas. 

Na sequência vieram Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander. Na tabela abaixo, é possível verificar o índice de reclamações de novembro e outubro deste ano e novembro de 2008, para os cinco primeiros colocados, além da principal reclamação:

Instituição Índice Novembro 2008 Índice Outubro 2009 Índice Novembro 2009 Principal reclamação em novembro/09
HSBC 8,69 0,30 0,58

Tarifas - cobrança irregular - renovação de cadastro (26%)
Banco do Brasil - 0,70 0,49 Tarifas - cobrança irregular - renovação de cadastro (17,34%)
Itaú 1,58 0,79 0,39 Cobrança irregular - serviços não contratados  (13,34%)
Bradesco 2,56 0,46 0,39 Conta - débitos - não autorizados  (23,65%)
Santander 3,14 - 0,22 Conta - débitos - não autorizados (23,25%)
(*) Calculado como sendo o número de reclamações válidas dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100.000Fonte: Banco Central 

BC tem autoridade para punir

O Banco Central do Brasil tem autoridade para punir as instituições financeiras por qualquer descumprimento de normas emanadas da autoridade monetária, inclusive as que dizem respeito ao atendimento ao cliente bancário.

As punições previstas em lei não se limitam à abertura de Processo Administrativo, passando pela advertência e multa, podendo chegar, inclusive, à penalidade máxima de inabilitação para trabalhar no mercado financeiro.

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