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22/12/2009 - 12h15

Combustível dá trégua, mas alimento pressiona inflação da classe média em SP

SÃO PAULO – Os combustíveis deram trégua, mas os alimentos subiram e voltaram a pressionar a inflação para a classe média na cidade de São Paulo. Em novembro, os preços gerais aumentaram 0,34%, taxa superior à registrada em outubro, de 0,27%.

Os dados, que foram divulgados nesta terça-feira (22), são do ICVM (Índice do Custo de Vida da Classe Média), elaborado pela Fecomercio (Federação do Comércio) em parceria com a Ordem dos Economistas do Brasil.

No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador está 4,03% maior, enquanto que, de janeiro a novembro, o índice acumula uma alta de 3,76%.

Pressão dos alimentosNo mês de novembro, o grupo Alimentação ficou 0,48% mais caro, influenciado principalmente pelos produtos hortifrutigranjeiros, que obtiveram acréscimo de 2,59% no décimo primeiro mês do ano, com destaque para batata (18,36%) e cebola (6,73%).

Outro grupo que registrou aumento de preços foi o de Despesas Diversas, com alta de 0,51% em novembro, já que a proximidade das festas de final de ano e o verão aumentam a demanda por bebidas e por viagens, ocasionando reajuste de preços nestes grupos.

Peças de vestuário ficaram 0,32% mais caras no período, com destaque para as infantis (+0,84%). O grupo Saúde, por sua vez, ficou 0,31% mais caro, sendo que a maior alta ficou com serviços médicos e laboratoriais (+0,67%).

Habitação registrou aumento de preços de 0,23% em novembro, sendo que a conta de água e esgoto ficou 0,95% mais cara. O grupo Educação teve um aumento de apenas 0,07% nos preços. Para o próximo ano, as escolas preveem reajuste entre 4,50% e 6,50% nas mensalidades.

Trégua dos transportesApesar de ter registrado uma elevação de 0,42% em novembro, o grupo Transportes está parando de pressionar a inflação da classe média em São Paulo, já que em outubro a variação havia sido de 0,91%.

O álcool combustível passou de uma elevação de 15,29% em outubro para 3,67% em novembro, enquanto a gasolina passou de 1,45% para 1,20% no período.

Segundo o economista da Fecomercio, Gilson Gerófalo, a relação entre os preços do etanol e gasolina continua em ascensão nos postos de combustíveis paulistanos: 54,85% em setembro, 62,29% em outubro e 63,80% em novembro. Até a proporção de 70%, o etanol é mais vantajoso.

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