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22/12/2009 - 10h18

Vendas devem ser positivas para varejo brasileiro em 2010, diz Morgan Stanley

SÃO PAULO - Após visita a companhias ligadas ao setor de consumo do Brasil, os analistas Lore Serra e Jeronimo De Guzman, do Morgan Stanley, afirmaram em relatório que a tendência de vendas para as empresas de varejo deve ser positiva em 2010.

As companhias do setor mostraram que o foco mudou de queda nos investimentos para re-investimentos em crescimento orgânico. Os analistas também destacam ainda que "o movimento nas lojas, embora sazonal, pareceu forte nas visitas realizadas". 

AmbevPara 2010, o CEO (Chief Executive Officer) da empresa, João Castro Neves, espera crescer em cima do sucesso deste ano, onde houve recuperação da ação, crescimento e indicadores da marca mais saudáveis. É esperado crescimento do consumo de cerveja por pessoa, sobretudo em área como o Nordeste, cujo consumo atual ainda é baixo.

A garrafa de um litro,que está sendo vendida em regiões mais pobres, respondeu por quase metade dos ganhos de market share da companhia, levando a crescimento nos volumes mas a preços mais baixos. Os analistas destacam ainda que a Ambev ainda não sabe se o governo irá aumentar as taxas de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) em 2010. A empresa aumentou seus preços em outubro e novembro, antes do período tradicional de altas. 

A empresa afirmou que embora isso esteja ficando mais difícil, continua conseguindo diminuir seus custos, e deve gastar R$ 2 bilhões em despesas de capital, contra R$ 1,5 bilhão em 2009, o que deve diminuir custos operacionais e de distribuição.

B2WOs analistas destacam que a empresa possui as forças para enfrentar a alta competitividade, com mix balanceado de produtos, marcas múltiplas e poder de barganha. A empresa está entrando no México e adaptando a marca no mercado doméstico para ter mais receita com publicidade.

"Aproximadamente 90% dos consumidores são da classe A e B, e a empresa pode crescer em novos consumidores e reativando antigos", afirmam os analistas. No longo prazo, o espaço para crescimento é alto, especialmente com a Internet wireless (sem fio) se tornando cada dia mais uma realidade no País.

A maior parte dos gastos com capital em 2010 serão investidos em iniciativas de expansão da liderança com base em suas habilidades atuais. Os analistas afirmam que gostam do foco no longo prazo e vantagens competitivas, mas com a expectativa de crescimento dos competidores nos próximos anos, recomenda exposição abaixo do mercado para a ação.

LASACom relação aos ADRs das Lojas Americanas, a oportunidade mais atrativa é o crescimento orgânico, com objetivo de abertura de 400 novas lojas entre 2010 e 2014. Como serão abertas lojas em mercados menos desenvolvidos, a produtividade deve ser maior, com custos trabalhistas menores.

A empresa acredita que pode financiar a expansão com seus recursos, e não espera queda nas margens, mas os analistas veem contração, ainda que pequena, nas margens durante o pico das expansões.

A LASA é a favorita do setor de varejo brasileiro para os analistas no longo prazo, com retornos de ativo acima da média e sustentáveis, além de amplo espaço para expansão. Entretanto, a recomendação é de exposição em linha com o mercado, devido ao valuation e a cautela com relação aos concorrentes.

RennerApós um 2009 de recuperação, a Renner pretende abrir 12 lojas no próximo ano, podendo chegar a 15 dependendo do crescimento da demanda. A empresa afirma que a inadimplência diminuiu, devido a melhor cenário do mercado de trabalho, com a taxa de desemprego não tendo mostrado as altas que eram temidas pelo mercado.

A empresa deve lançar um cartão da marca em maio de 2010, com objetivo de construir uma base de consumidores de 1 milhão de cartões em um ano, com a intenção de aumentar a fidelidade dos clientes. As ações da empresa tem recomendação acima da média do mercado.

NaturaOs analistas destacam os três objetivos citados no Dia do Investidor realizado pela empresa em julho: aumento de participação de mercado no Brasil, crescimento mais agressivo nas operações internacionais e adaptação da estrutura organizacional mais descentralizada.

HypermarcasO foco na classe C é visto como positivo, e os analistas destacam o acordo recente com a NeoQuimica. A instituição acredita que, sem os acordos, a empresa consegue gerar fluxo de caixa forte e crescimento orgânico de 10%.

Confira as recomendações

Empresa Código Recomendação
Ambev AMBV3 Em linha com o mercado
B2W BTOW3 Abaixo do mercado
LASA ADR Em linha com o mercado
Renner LREN3 Acima do mercado
Natura NATU3 -
Hypermarcas HYPE3 -

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