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11/01/2010 - 13h30

Queda da Selic põe em xeque limite de aplicação em ações na previdência

SÃO PAULO – Diante da queda da taxa básica de juro, que torna o mercado de renda fixa menos atrativo, os investidores de previdência privada têm recorrido às ações. O problema é que, no Brasil, só é permitido alocar até 49% dos recursos destes fundos para a renda variável, percentual que divide a opinião de especialistas do setor.

De acordo com o diretor-executivo do Itaú Vida e Previdência, Osvaldo do Nascimento, existe espaço para a mudança deste percentual, mas o mercado está muito aquém deste limite, o que coloca em dúvida se a alteração seria realmente necessária.

Real necessidade

“Obviamente, à medida que o mercado melhorar, sob o ponto de vista da educação financeira - quando você entende o perfil de risco do cliente, entende o portfólio do cliente, ele passa uma correta alocação dos investimentos – e esse limite venha de certa forma a ser um fator que prejudique o mercado, eu não tenho a menor dúvida de que se aumente”, afirmou.

Mas, de acordo com Nascimento, isso não é um elemento relevante hoje em dia, já que o percentual de aplicação em renda variável no mercado de previdência privada ainda é menor do que os 49%.

Mudança em 2010

O gerente de Investimentos da BrasilPrev, Altair Cesar, acredita que haverá uma mudança deste percentual em um futuro próximo, o que estava sendo aguardado para o final de 2009, mas agora a expectativa é de que ocorra neste ano, com o percentual subindo a algo em torno de 70%. 

“Percebemos que os clientes estão querendo fundos com nível de risco maior e a gente acreditava que em 2009 poderia acontecer, mas vamos trabalhar muito para que, em 2010, algumas regras mudem e a gente possa ter acesso a, principalmente, na renda variável, um percentual maior”, disse.

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