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14/01/2010 - 17h10

BofA Merrill Lynch eleva para R$ 25 preço-alvo da Fosferil e recomenda compra

SÃO PAULO – O Bank of America Merrill Lynch divulgou seu mais atual modelo de projeção para a companhia Fosfertil (FFTL4), no qual eleva o preço-alvo da companhia de R$ 20 para R$ 25, projetando um upside (potencial de valorização) de 30,20% frente ao último fechamento. Além de recomendar a compra dos papéis, sendo que antes a recomendação era neutra.

A postura positiva é baseada sobretudo na melhora da perspectiva para o fosfato – elemento que representa 58% de suas receitas – ocasionada devido a recuperação da demando dos EUA e também global, e também devido ao desempenho das ações 30% aquém de seus pares globais nos últimos meses.

Além disso, o otimismo também provém da avaliação do banco de que os papéis serão negociados a um EV/Ebtida (múltiplo que mostra a relação entre o valor da companhia e sua geração operacional de caixa) de 7,6 vezes em 2011, com um desconto de 12% ante outros players.

As boas projeções para o fosfato devem-se aos recentes aumentos no valor do fosfato diamónico nos EUA ocorrida nos últimos dois meses. “Acreditamos que a preço poderá ter ainda mais elevações, devido a forte demanda durante a primevera no hemisfério norte e aumento na pressão dos preços”, afirmou o BofA.

Somando-se a isso, o banco crê ainda em uma forte reação da demanda doméstica por fertilizantes (entre 3% a 5%), decorrente da “safrinha”, do baixo estoque visto no último ano e da expectativa de uma ascensão da soja, após anos de baixa produção.

Possíveis causas de valorização e desvalorização

Por um lado, dentre as razões que podem culminar em uma forte valorização nos papéis da companhia, o banco enfatiza o aumento nas cotações do fosfato diamónico, possibilidade da criação de um encargo de importação no Brasil – aumentando a demanda local pela matéria-prima - e a redução da taxa interestadual para produtos fertilizantes – que seria lucrativo à empresa, já que em importados não há incidência desse encargo.

Por outro lado, os riscos pertinentes são a possível diminuição nos preços do fosfato amoníaco – matéria-prima que, quando aumenta 10% seus preços, acarreta em elevação de 13% no Ebitda da Fosfertil -, a pressão da Bunge na aquisição da Bunge Fertilizantes pela Fosfertil e por fim a possível valorização do real que, quando fortalecido em 10%, causa uma diminuição estimada no Ebtida de 15%.

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