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14/01/2010 - 16h20

Com dólar favorável, setor de intercâmbio espera crescer até 50% em 2010

SÃO PAULO – Depois de um 2009 difícil, o mercado de intercâmbio espera crescer neste ano, ancorado pelo cenário macroeconômico promissor e pelo câmbio favorável.

Com a crise, no ano passado, a exemplo do que aconteceu no restante do mundo, as famílias brasileiras ficaram retraídas, ainda mais porque o intercâmbio é visto como uma compra planejada, não feita por impulso. Mas 2010 será o ano da recuperação.

O STB (Student Travel Bureau) espera um crescimento entre 30% e 40%, com um número de passageiros 50% maior, frente a 2009. Já a CI aguarda, de suas 70 lojas espalhadas pelo Brasil, um crescimento médio entre 40% e 50%, depois de um 2009 de estabilidade.

Preços

No ano passado, com a demanda menor, as escolas diminuíram os preços para os estudantes estrangeiros. Assim, os pacotes ficaram mais em conta em moeda local, frente a 2008.

Para este ano, de acordo com o diretor-comercial da CI, Jan Wreder, o que se espera é que os preços dos pacotes em moeda local se mantenham, com uma pequena correção feita com base na inflação do país. “Esperamos ainda estabilidade do preço em real ou queda, já que o dólar está em uma banda de R$ 1,78 a R$ 1,85”.

“O que pode realmente ter é, como nós estamos com o transporte aéreo aquecido, um aumento da tarifa. O brasileiro e o mundo estão sobrecarregando o setor. Em novembro e dezembro, não tínhamos mais passagem para os EUA no começo deste ano”, disse Wreder.

Destinos

Os destinos mais buscados em 2010 continuarão a ser aqueles da língua inglesa, com destaque para Canadá, EUA, Inglaterra e África do Sul, que será palco de uma Copa do Mundo neste ano e, por isso, deve atrair intercambistas que pretendem aprender outro idioma e assistir aos jogos.

Em relação ao endurecimento das regras de entrada nos Estados Unidos e países da Europa - depois do incidente ocorrido no país norte-americano, em que um jovem angolano foi pego em voo com bombas no corpo - o mercado de intercâmbio disse não estar receoso com a aceitação dos brasileiros.

“Falando de EUA, o governo tem uma divisão na imigração para os intercambistas. Eles sabem que somos bem responsáveis nas matrículas. A Inglaterra deu uma enrijecida no ano passado, mas já estava previsto, tinha dois anos que eles estavam preparando a exigência de visto para visitas acima de seis meses”, disse a diretora-executiva do STB, Santuza Bicalho.

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