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14/01/2010 - 12h44

Confab e Randon são preferidas entre small caps para janeiro

SÃO PAULO – A Randon e a Confab aparecem como favoritas dos analistas entre as small caps nas carteiras para janeiro. As carteiras analisadas este mês foram: Fator, Omar Camargo, Senso e SLW.

A Randon deve se beneficiar, segundo a Fator, do crescimento do mercado interno e recuperação de vendas no segmento de vagões. “O ano de 2010 será de recuperação de volume de vendas auxiliado pelos incentivos governamentais”, afirma a corretora. As perspectivas de uma safra agrícola melhor em 2010, se concretizadas, também devem ajudar a aumentar a rentabilidade da companhia.

A SLW também vê o cenário tomando um viés mais positivo para as empresas do setor. Para os analistas, as fornecedoras dos segmentos ferroviários e rodoviários tiveram um ano muito desfavorável em 2009, mas “a contratação para novos vagões ferroviários, implementos agrícolas, reboques de caminhões e contratação de encomendas de novos ônibus começa a crescer”, o que terá impacto positivo na Randon e demais companhias do segmento.

Além disso, a Socopa destaca que a Randon registrou em novembro sua segunda maior receita do ano, confirmando a expectativa para o quarto trimestre de reaquecimento da demanda interna por implementos rodoviários.

Entretanto, a Fator ressalta que o mercado externo (responsável por 10% das vendas) deverá continuar fraco, o que pode ser um risco para a empresa. “Adicionalmente, há expectativa de que a reestruturação da Guerra, seu principal competidor, aumente a concorrência no mercado interno”, completa a Fator.

Confab

A Confab também recebeu duas recomendações nas carteiras de small caps para o mês, pegando carona nas boas perspectivas para a Petrobras – em especial as referentes ao pré-sal. “O setor de bens de capital possui potencial de crescimento em função dos investimentos em infraestrutura, principalmente nos setores de petróleo, energia e transportes”, aponta a Fator, que tem a Confab como top pick no setor.

De acordo com os analistas, a empresa possui enorme potencial de crescimento, mas ainda poderá ter alguns trimestres de resultados fracos. “A carteira de pedidos foi reduzida pela metade nos últimos 12 meses e ainda desconhecemos como será a velocidade de sua recomposição. A área de negócios de tubos tem boas chances de obter grandes encomendas com os projetos do pré-sal, mas que devem apenas se concretizar em três ou quatro anos”.

A área de equipamentos também deve ganhar novos pedidos com os investimentos programados em novas refinarias e petroquímicas – a Petrobras, por exemplo, planeja investir R$ 50 bilhões nos próximos cinco anos.

Contudo, há alguns percalços no setor. A Fator destaca que os preços das ações das empresas do setor anteciparam esse crescimento. “O setor ainda está em recuperação que, em grande parte, tem sido sustentada por benefícios governamentais de redução de impostos e facilidade nos financiamentos. Apesar da recuperação da utilização da capacidade instalada e da redução de estoques, a demanda por bens de capital se consiste mais de reposição de equipamentos que de investimento em expansão de capacidade”, afirmam os analistas.

Além disso, a apreciação do real aumenta a competição com importados, que resulta em menor crescimento e compressão de margens – entretanto, a Confab deve ser menos prejudicada com essa valorização cambial por atuar em um mercado com alto de volume de pedidos.

Outras empresas

Em suas carteiras de small caps para o mês de janeiro, os analistas também recomendaram as seguintes ações: ABNote (ABNB3), Banco ABC (ABCB4), Agre (AGRE3)*, BicBanco (BICB4), Brookfield (BISA3), BRMalls (BRML3), Banrisul (BRSR6), Contax (CTAX4), Drogasil (DROG3), Duratex (DTEX3), Eternit (ETER3), Equatorial (EQTL3), Fertilizantes Heringer (FHER3), Klabin (KLBN4), Kroton (KRTO11), Marfrig (MRFG3), Lupatech (LUPA3), Magnesita (MAGG3), Pão de Açúcar (PCAR5), Marcopolo (POMO4), Localiza (RENT3), Indústrias Romi (ROMI3), São Martinho (SMTO3), SulAmérica (SULA11), Tractebel (TBLE3) e Wilson Sons (WSON11). 





*A companhia, resultante do processo de incorporação da Agra (AGIN3), Abyara (ABYA3) e Klabin Segall (KSSA3), ainda está em processo de conversão das ações para o código AGRE3.

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