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14/01/2010 - 17h25

Estratégia: para BofA ML, ações devem performar melhor que bonds em 2010

SÃO PAULO – Ações ao invés de títulos de dívida, large caps ao invés de small caps. Essas são algumas das recomendações do Bank of America Merrill Lynch para 2010, divulgados nesta quinta-feira (14) pelo comitê de pesquisa do banco, no chamado RIC (Research Investment Committee) Report.

A equipe do banco norte-americano está aumentando sua exposição em ações em 5% para 65%, ao mesmo tempo em que reduz a porcentagem de bonds em seu portfólio na mesma medida. De acordo com os analistas, a mudança tem como justificativa a teoria de que os investidores devem comprar ativos “humilhados” – caso das ações de large caps no momento.

Para exemplificar os ganhos potenciais desta teoria, os analistas lembram que há 10 anos, os mercados emergentes e de commodities estavam nessa posição – no final da década, contudo, o ouro, por exemplo, se mostrou como um dos melhores investimentos, assim como os emergentes.

Além disso, o BofA aponta que as ações – especialmente as norte-americanas - estão mais baratas que os títulos de dívida, e que são mais “mal amadas”. “O sentimento dos investidores ainda sobre as ações está mais próximo de medo do que de ganância”, dizem os analistas. As projeções do banco também mostram um retorno muito maior para ações do que para bonds em 2010.

Emergentes e large caps

Os analistas do banco também apostam na continuidade dos ganhos nos mercados emergentes, e aconselham os investidores a aumentar sua exposição a ativos internacionais – com atenção especial para os emergentes. “Em 2010, os mercados emergentes vão contribuir com US$ 0,67 de cada dólar no avanço do PIB (Produto Interno Bruto) global”, destacam os analistas.

Em parte por sua maior exposição ao mercado externo, as large caps são apontadas pelo banco como melhores investimentos do que as small caps no momento. “As large caps também se recuperaram mais rápido, e seus ganhos tem sido melhores do que de empresas menores nos últimos quatro trimestres”, afirma o BofA Merrill Lynch.

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