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14/01/2010 - 12h44

Jovens não reduziram seus gastos durante a crise, aponta pesquisa

SÃO PAULO – Por ser mais familiarizada com tecnologia e novos meios de comunicação, a chamada “Geração Y” - jovens nascidos entre 1978 e 1990 – acompanhou a crise econômica mundial pela internet, mas teve pouca experiência prática sobre os efeitos da instabilidade.

Um estudo realizado pela Bridge Research mostrou que, entre os jovens das classes A e B, “a tal crise” não exigiu que eles controlassem seus gastos. Já os da classe C responderam que sempre precisam economizar – independentemente da crise.

De acordo com a pesquisa, 74% deles afirmaram que têm pouco ou nenhum conhecimento sobre a crise, enquanto apenas 7% disseram “estar por dentro” dos acontecimentos relacionados à crise financeira internacional.



Como lidam com o dinheiro


Para a Geração Y, dinheiro é resultado do trabalho, significa independência e é mecanismo para obtenção do prazer.

A estrutura de gastos varia conforme a classe social e o sexo. Os jovens de mais alta renda personificam o consumo na individualidade. Na classe A, o foco são baladas, roupas e acessórios, e na B, viagens à praia ou interior, lazer em geral, carro, moto, cosméticos e beleza.

A classe C estrutura seus gastos entre a responsabilidade de ajudar no orçamento familiar e a busca “aspiracional” por prazer: viagens e gastos com “luxos e indulgências” como cosméticos e roupas mais sofisticadas.

As mulheres gastam em roupas e acessórios, cosméticos e beleza, higiene pessoal, diversão e baladas. Já os homens focam em carro, moto e acessórios, novidades, baladas e diversão.

Confira o ranking dos principais gastos mensais da Geração Y:

Ranking de gastos da Geração Y

Gasto

Peso no orçamento

mensal

Alimentação 18%

Roupas e acessórios 17%

Telefonia, internet e TV 14%

Contas de luz, água, gás 12%

Baladas 11%

Estudos 10%
Transporte 8%
Viagens 4%

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