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14/01/2010 - 10h34

Redução do IPI sobre móveis pode não ser sentida pelo consumidor

SÃO PAULO – A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre os móveis quase não será sentida pelos consumidores. O benefício fiscal foi anunciado pelo Ministério da Fazenda no final do ano passado e vale até 31 de março.

No entanto, segundo informações da Abimóvel (Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário), os fabricantes de painéis de madeira – item que representa quase 60% do valor dos móveis populares do varejo – teve um aumento de preço de 8,5%.

Isso fez com que a isenção do IPI não surtisse o efeito necessário no preço final dos móveis o que, por consequência, pode impedir que a Abimóvel atinja o objetivo de recuperar ao menos 5% de vendas mensais até o final do benefício.

Acordo em cheque

“É uma situação delicada, pois precisamos manter o acordo de diminuir os preços dos móveis, que foi um pedido pessoal do ministro da Fazenda, Guido Mantega”, declarou o presidente da Abimóvel, José Luiz Dias Fernandez.

Se o acordo não for cumprido, será difícil negociar uma possível prorrogação na isenção do IPI.

A entidade estuda pedir a redução do Imposto de Importação das chapas para “estabelecer um clima de preços mais competitivos no mercado”. Com maior concorrência no setor, os fabricantes domésticos poderiam ser forçados a reduzir o preço das placas.

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