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15/01/2010 - 08h00

Parcelamento torna intercâmbio acessível à classe C

SÃO PAULO – O intercâmbio já foi visto como um item de luxo no Brasil, mas agora está se remodelando e pode inclusive atingir a classe C, que emerge no país.

Em 2008, ela já representava quase metade da população brasileira. Eram 91,7 milhões de pessoas com renda entre R$ 1.115 e R$ 4.807 vivendo no Brasil no ano passado, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas)

De acordo com a diretora-executiva do STB, Santuza Bicalho, a expectativa da agência de intercâmbio é de atingir este público entre três e cinco anos, já que a classe média “pode investir em intercâmbio”. “Quem já tem casa própria e já tem carro investe em lazer e educação”, afirmou.

A estratégia para atingir esta classe social será o uso do parcelamento. Em 2009, a agência ofereceu a condição de entrada mais quatro vezes sem juros. Para 2010, por sua vez, será disponibilizada entrada mais seis vezes sem juros ou dez vezes sem juros. “A classe C quer que a parcela caiba no bolso e é essa a estratégia”.

Intercâmbio já!

Já o diretor comercial da CI, Jan Wreder, afirmou que a agência de intercâmbio tem condições de atender à classe C, basta que seja vencido um obstáculo cultural: "Fazer com que a população entenda que é viável viajar, que o intercâmbio é uma forma de turismo mais viável”, afirmou.

De acordo com ele, o intercâmbio é necessário até mesmo por uma questão profissional. “Passou a fase da faculdade, da pós-graduação, do MBA. Agora, o RH [recursos humanos] valoriza a vivência internacional. Existe esta demanda socioeconômica”.

Para Wreder, o parcelamento em 10 vezes sem juros tende a atingir a classe C, basta que ela busque informações sobre as condições do intercâmbio.

Hábitos de outras classes

O perfil do intercâmbio varia de acordo com a classe social. Segundo explicou Santuza, da STB, no caso da classe B, as pessoas que fazem o tipo de viagem são profissionais com emprego estável. Por isso, a duração da jornada é menor. “Quando a classe B fica mais tempo, tem de ter um custo-benefício maior, como o componente trabalho”, explicou. Já no caso da classe A, as viagens são feitas mais cedo e, por isso, costumam ter uma duração mais longa.

Dicas

A quem pretende fazer intercâmbio, confira as dicas dos especialistas:
 

 

Prepare-se psicologicamente. Um intercâmbio requer uma imersão maior em outra cultura, e é preciso estar com a mente aberta para encarar situações do dia-a-dia;

Tenha claro qual o objetivo que pretende atingir com o intercâmbio e saiba que ele depende de você. Não é como uma viagem de turismo, em que uma empresa decide o que você fará a cada dia;
Pesquisa bastante, diversos destinos, para saber qual o que se encaixa com o seu perfil e objetivos;
Faça um planejamento antecipado para a compra do pacote e sem pressa. Existe a questão do visto, que é mais burocrática e exige tempo;
Faça um planejamento financeiro da viagem, não somente de atividades;
Desconfie se o pacote oferecido a você for muito barato

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