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18/01/2010 - 18h00

Prazos de financiamentos fecham 2009 nos patamares pré-crise

SÃO PAULO – Para a população brasileira, uma das conseqüências da crise que afetou a economia do mundo todo em meados de 2008 foram as mudanças no prazos de financiamento.

Enquanto em 2007, de acordo com a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), os prazos para financiamento de veículos, por exemplo, ficavam entre a média de 42 meses e a máxima de 84 meses, em 2008, auge do período de instabilidade, os prazos terminaram o ano entre 33 meses (média) e 60 meses (máxima).

Passado o período de incertezas e confirmando que o Brasil havia saído da crise de uma forma mesmo traumática do que muitos países desenvolvidos, ao final de 2009, os prazos de financiamento já voltavam aos patamares pré-crise, fechando o ano entre a média de 42 meses e a máxima de 80 meses para veículos.

Retomada

De acordo com a Anefac, entre janeiro e abril do ano passado, as financeiras ainda estavam contidas, segurando o número de parcelas das operações de crédito, mas, a partir de maio, a situação foi voltando ao normal, como mostra a tabela abaixo:

Prazos de financiamento
Mês

Veículos Outros MêsVeículosOutros   
Janeiro Máximo 60 meses 24 meses Julho Máximo 80 meses  36 meses
Médio 33 meses 12 meses Médio 39 meses 16 meses
Fevereiro Máximo 60 meses 24 meses Agosto Máximo 80 meses 36 meses
Médio 33 meses 12 meses Médio 41 meses 16 meses
Março Máximo 60 meses 24 meses Setembro Máximo 80 meses 36 meses
Médio 33 meses 12 meses Médio 42 meses 16 meses
Abril Máximo 60 meses 24 meses Outubro Máximo 80 meses 36 meses
Médio 33 meses 12 meses Médio 42 meses 16 meses
Maio Máximo 80 meses 36 meses Novembro Máximo 80 meses 36 meses
Médio 36 meses 16 meses Médio 42 meses 16 meses
Junho Máximo 80 meses 36 meses Dezembro Máximo 80 meses 36 meses
Médio 37 meses 16 meses Médio 42 meses 16 meses
Cuidados na tomada de crédito

Prazos mais longos facilitam a tomada de crédito, pois oferecem ao consumidor parcelas mais acessíveis mensalmente. No entanto, é importante frisar que, na hora de contratar um financiamento, olhar apenas o valor da parcela e o impacto dela no orçamento mensal pode fazer com que um determinado item custe, ao final do parcelamento, muito mais do que o seu valor original.

Assim, variáveis como taxa de juros, prazo, valor inicial e final do bem devem fazer parte da análise antes da contratação do crédito. A principal dica é avaliar se não vale a pena esperar, poupar e comprar o item à vista.

A tabela abaixo mostra o impacto no orçamento de uma compra financiada:

Compra financiada
Valor do produto à vista R$ 5.000
Prazo do financiamento 12 meses
Taxa de juros (mês) 2%
Valor da parcela (mês) R$ 472,80
Valor final do produto parcelado R$ 5.673,58
Como mostrado na tabela acima, o consumidor teria de dispor de mais de R$ 470 por mês, durante 12 meses, para pagar o financiamento, considerando um juros hipotético de 2% ao mês. O item, que inicialmente custava R$ 5.000, sairia por R$ 5.673,58 no final do parcelamento.

Caso seja possível adiar a compra do bem, o consumidor pode guardar a quantia que teria de dispor mensalmente para o pagamento do financiamento e pagar o item à vista. A próxima tabela mostra a economia que esse planejamento representaria, imaginando que a pessoa aplique o valor, mensalmente, em uma modalidade conservadora de investimento e que possa ser resgatada facilmente, como a caderneta de poupança.

Compra planejada
Poupança mensal R$ 472,80
Rendimento mensal  0,5%
Prazo de investimento 12 meses
Montante no final do período R$ 5.832,25
Comparando as duas tabelas, é possível observar que, além de evitar pagar mais pelo item, já que a compra à vista não tem a incidência de juros, ao final do mesmo período destinado ao financiamento, a pessoa compraria o produto e ainda sobraria dinheiro, que poderia servir como “pontapé” inicial para uma reserva de emergência. 

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