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18/01/2010 - 17h24

Rápido crescimento financeiro é objetivo de jovens brasileiros

SÃO PAULO – O crescimento financeiro rápido é um dos objetivos dos brasileiros da chamada Geração Y, ou seja, jovens entre 18 e 30 anos. A constatação é de uma pesquisa realizada pela Bridget Research.

“Esse público está entrando agora no trabalho e tem por objetivo o rápido crescimento financeiro. Isso faz com que esse público troque de emprego com frequência e até de profissão. Não é difícil uma pessoa que hoje trabalha em uma agência de publicidade amanhã ir trabalhar em uma empresa de exploração de petróleo, se lá tiver um maior retorno financeiro. É um público que estuda muito, mas não faz muito plano de carreira, como víamos antes”, explica o presidente da entidade, Renato Trindade.

Consumo

Ainda de acordo com o executivo, grande parte desse objetivo se deve ao fato de que essa geração tem, entre os valores que as permeiam, o consumo.

“Esses jovens querem comprar, querem satisfazer seus sonhos de consumo e para isso precisam de dinheiro”, afirma.

E completa: “além do mais, vejo que essa é uma geração que foi educada muito na base da troca. Sabe aquela história do pai dizer que, se ela arrumar a cama todos os dias, durante o mês vai aumentar a mesada? Pois é, isso faz com que essas pessoas exerçam essa relação de troca também na vida profissional, quem der mais leva”.

Futuro

Trindade conta também que, embora queira ganhar cada vez mais, por enquanto a Geração Y está agindo pouco para garantir um futuro financeiro estável.

“Eles querem saciar seus desejos de consumo imediato. Querem o celular de última geração, a TV de LCD para o quarto, o videogame mais moderno que existe. Eles até têm consciência de que o governo não terá condições de manter o nível de vida deles na aposentadoria, mas não estão poupando para este objetivo”, explica.

A única atitude em direção a uma vida estável no futuro, conta Renato, é que muitos estão pensando na compra da casa própria. “Essa é uma geração que sai cada vez mais tarde de casa. Eles fogem de muitas responsabilidades. Não ajudam financeiramente em casa com grande frequência. Mas a maioria afirma que vai sair da casa dos pais quando tiver o próprio apartamento. O que mostra que, pelo menos, eles pensam um pouco no futuro”, afirma.

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