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19/01/2010 - 18h07

CVM quer melhorar comunicação entre investidores e empresas

SÃO PAULO – A comunicação entre as empresas de capital aberto e seus acionistas deverá ficar mais clara, direta e informativa. É esse o objetivo da CVM (Comissão de Valores Imobiliários) que, para atingir essa meta, colocou em vigor desde o dia 1º de janeiro novas regulamentações.

“Nossa intenção é que essa comunicação entre investidor e empresa aconteça de forma mais direta. O que queremos é que as informações sejam de fácil entendimento para o investidor pessoa física, para isso estamos cobrando que as companhias usem linguagem mais simples em seus informativos”, explica a presidente da entidade, Maria Helena Santana.

A superintendente de Desenvolvimento de Mercado, Luciana Pires Dias, completa e explica que outro objetivo é a informação constante e atualizada. “Os investidores terão acesso permanente às informações da empresa. Isso não acontecerá apenas quando a companhia estiver querendo captar poupança popular. Com as novas instruções, todas as informações importantes estarão em um único documento que será atualizado de forma muito mais constante do que acontece atualmente”, conta.

Investidor estrangeiro

Para o presidente da BM&F Bovespa, Edemir Pinto, as novas instruções serão também um grande atrativo para o investidor estrangeiro. “Toda regulação tem o objetivo de garantir maior transparência para o mercado de capitais e quem se beneficia com isso é o investidor pessoa física, inclusive o não residente”, afirma.

Edemir conta ainda que a forma como o Brasil passou pela crise fez o Brasil entrar no foco dos investidores estrangeiro. “O Brasil passou pela crise de forma espetacular e faz com que o País seja a bola da vez aos olhos do investidor estrangeiro, e essa nova regulamentação vem para dar um conforto adicional para esse investidor estrangeiro que quer ancorar seus investimentos no nosso País”.

Entenda

Em comunicado à imprensa, a CVM explica, de forma resumida, as duas instruções que foram editadas em dezembro de 2009 e estão em vigor desde o dia 1º de janeiro. Confira abaixo explicação da entidade.

“Dentre os principais objetivos da Instrução 480, estão a criação de categorias de emissores de acordo com os tipos de valores mobiliários admitidos à negociação e a melhoria da qualidade e da apresentação das informações divulgadas ao mercado. Ficou estabelecida, por exemplo, a substituição do Formulário de Informações Anuais (IAN) pelo Formulário de Referência. Outra mudança é a classificação de emissores estrangeiros, que passa a considerar os ativos instalados no Brasil. Já a Instrução 481 trata das regras relacionadas às assembleias de acionistas e regulamenta os pedidos públicos de procuração para exercício do direito de voto nesses encontros. A nova norma também define as informações que as companhias devem fornecer antes da realização das assembleias”.

 

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