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19/01/2010 - 18h50

HSBC Asset mantém recomendação em fundos de ações e multimercados

SÃO PAULO – Depois de aproximadamente 1% de contração na economia global no ano passado, o quadro de 2010 se mostra mais promissor para a HSBC Global Asset Management. De acordo com a gestora, apesar de a recuperação ser mundial, o Brasil oferece uma história “bastante interessante” em termos de desempenho econômico.

De maneira geral, a previsão é de que tanto países emergentes quanto desenvolvidos retomem o crescimento, trazendo um avanço de mais de 4% ao PIB (Produto Interno Bruto) global – desempenho esse que deve ser impulsionado pela normalização das condições econômicas e financeiras e da continuidade das políticas de estímulo.

Entretanto, os mercados nem sempre reagem bem a sinais de recuperação, pois eles podem sinalizar o final das políticas de estímulo – temor que afeta especialmente os EUA. Para a gestora, o evento mais importante é se e quando o Fed elevará os juros americanos. “Não antevemos esse movimento neste ano, uma vez que as dificuldades enfrentadas pela economia americana permanecem. Mas monitorar a probabilidade desse evento é uma das tarefas mais importantes para 2010”.

O último mês do ano ajudou a reforçar o otimismo. Além das projeções bastante favoráveis para a economia global e para o cenário doméstico, a gestora destaca alta das taxas de juros pré-fixadas de longo prazo nos títulos do governo americano como um sinal positivo para o ano. “Esse movimento foi determinado pelo mercado de trabalho mais forte que o esperado nos EUA e por uma confiança maior em relação ao cenário de 2010”, afirmam os gestores.

China, Índia e Brasil

De acordo com a gestora, além dos EUA, dois países que merecem comentários a parte são Índia e China, ambos com mercados populosos e relevantes em termos de política econômica. Depois do forte crescimento em 2009, os dois países devem avançar de forma “robusta” em 2010 – mantendo a demanda por commodities de alimentos e metais, o que beneficia o Brasil.

Além disso, os gestores destacam que a recessão no Brasil foi mais rápida e menos intensa do que em outros países, devido a situação confortável nos mercados de crédito e imóveis, além da menor vulnerabilidade externa em termos de capitais e de exportações.

A gestora também aponta as agressivas decisões de política econômica como benéficas para o País, com destaque para a redução da taxa básica de juros, injeção de liquidez no sistema financeiro, cortes de impostos para determinados setores e política de crédito dos bancos públicos.

Com isso, 2009 terminou melhor do que muitos esperavam, abrindo caminho para um 2010 ainda mais positivo para a economia brasileira.

Investimentos

Considerando o cenário previsto para 2010, a gestora de recursos do HSBC mantém uma visão positiva para o mercado de ações no início do ano. “Esperamos que o foco fique concentrado no bom desempenho econômico projetado para a economia global em 2010. Em especial, o crescimento forte da economia brasileira no próximo ano deve trazer ainda mais destaque para o Brasil no cenário internacional, atraindo investidores estrangeiros”, afirma a gestora.

Os gestores também seguem apostando em fundos multimercados, assim como em fundos de crédito privado – que, na visão da equipe, ainda têm potencial de ganhos, assim como debêntures e CDB’s selecionados.

Por outro lado, a exposição a fundos cambiais não está na lista de bons investimentos da gestora, devido ao fluxo de investidores estrangeiros, dos juros locais atraentes e da trajetória consistente de recuperação da economia doméstica.

Confira as recomendação para cada perfil de investidor:

Perfil Ações Multimercados Renda Fixa DI Cambial Inflação Crédito Privado
Defensivo 0% 0% 0% 100% 0% 0% 0%
Conservador 4% 6% 13% 52% 0% 0% 25%
Moderado 11% 18% 13% 33% 0% 0% 25%
Agressivo 25% 42% 13% 10% 0% 0% 10%

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