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19/01/2010 - 10h45

No vermelho: 60,2% dos brasileiros estão inadimplentes neste mês

SÃO PAULO – Para quem não organizou o orçamento nos últimos meses de 2009, o início de 2010 está sendo difícil.

Com o crédito e a intenção de compra em expansão no fim do ano passado, janeiro se tornou o mês das dívidas para a maioria dos brasileiros, já que 60,2% deles estão inadimplentes no primeiro mês do ano.

E 2010 deve continuar sendo difícil para uma parte dos endividados. Isso porque, 9,2% deles não terão condições de quitar as dívidas ainda neste mês.

Os dados são da Pesquisa Nacional de Inadimplência do Consumidor, realizada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). De acordo com o levantamento, 27,7% dos brasileiros possuem dívidas em atraso.

Segundo a confederação, a evolução da inadimplência ao longo do ano dependerá da continuidade das condições favoráveis de renegociação de dívidas e das perspectivas positivas em relação ao mercado de trabalho.

Dívidas por renda

De acordo com a pesquisa, as famílias com renda de até 10 salários mínimos estão mais endividadas em janeiro. Do total, 14,3% se dizem muito e 21,7% mais ou menos endividadas. Ainda nessa faixa de renda, 25,7% afirmam que estão pouco endividadas, ao passo que 37% dizem não ter dívidas.

Considerando as famílias com renda acima de 10 mínimos, 8,3% afirmam que estão muito endividadas. Outras 17,7% se dizem mais ou menos endividadas, ao passo que 24,2% afirmam que estão pouco endividadas. Ainda nessa faixa de renda, grande parte (48%) afirma não ter dívidas neste mês.

Ao todo, do total das famílias consultadas pela CNC, grande parte afirma não ter dívidas (38,5%). Outros 13,5% dizem estar muito endividadas e 21,2% afirmam estar mais ou menos endividadas. Ainda segundo o levantamento, 25,5% disseram estar pouco endividadas.

Otimismo

Para o economista-chefe da CNC, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, embora significativo, o percentual de 9,2% dos brasileiros que não terão condições de pagar as dívidas demonstra otimismo com relação ao emprego e com a renda.

“O percentual em relação às dívidas é considerado baixo, ou seja, os consumidores pensam em pagar suas contas”, afirmou, por meio de nota. “A percepção é a de que estamos vivendo abaixo de nossas possibilidades financeiras”.

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