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19/01/2010 - 14h52

Saiba como ocorre o processo de substituição de líder em uma empresa

SÃO PAULO – Para substituir um profissional que pediu demissão, foi transferido ou promovido é necessário que a empresa faça um processo de seleção, no qual são analisados conhecimentos e experiências dos candidatos. Mas, no caso de substituição de líderes, como isto ocorre?

De acordo com o gerente no Brasil da DDI (Development Dimensions International), Neil Suchaman, o processo de substituição do líder deve ser iniciado a partir da identificação dos desafios dos negócios nos próximos anos. Após este levantamento, a empresa escolherá os profissionais mais competentes para traçar estratégicas que,  por meio de sua gestão, atinjam os resultados desejados.

“Para identificar o futuro líder é necessário analisar competência, personalidade, conhecimento e experiência do profissional”, explicou Suchaman.

Profissionais internos x externos

A substituição de líderes pode acontecer por três motivos: aposentadoria, transferência para outra área ou demissão. “Nos dois primeiros casos, o processo da troca de liderança deve ser feito de maneira transparente. Todos da equipe precisam ser comunicados. Já no caso da demissão, a situação é mais difícil”, disse Suchaman.

O gerente afirma ainda que, se a empresa já tiver a cultura de substituição de líderes, em todos os casos citado acima, a transição é mais fácil.

Para Suchaman, o indicado é que o substituto seja um profissional que já atue na empresa e foi identificado como líder em potencial, além de ter demonstrado motivação para atuar neste cargo. Isso porque esse profissional tem compatibilidade com a empresa e conhece a cultura organizacional.

No caso de contratação de profissionais de fora, ele alerta que pode representar um custo e risco altos para a empresa, caso o contratado não se identifique com a organização.

Olhar para futuro

Segundo Suchaman, um erro comum cometido pelas empresas é escolher profissionais para ocupar a liderança somente por meio de resultados apresentados.

“Resultados apresentados são no máximo 30% dos critérios de escolha. O mais importante é pensar nos desafios da empresa no futuro. É importante ter foco no futuro e não no passado”, finalizou Suchaman.

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