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25/01/2010 - 14h59

Brascan atualiza projeções da M. Dias Branco e eleva preço-alvo para R$ 52,45

SÃO PAULO - A Brascan Corretora atualizou suas projeções para a M. Dias Branco (MDIA3), incorporando resultados divulgados e novas premissas macroeconômicas. A recomendação foi mantida em acima da média do mercado, e o preço-alvo foi elevado de R$ 46,60 para R$ 52,45, upside de 14,89% com relação ao fechamento de 22 de janeiro.

Na última quinta-feira (21), a empresa entrou com pedido de interrupção da oferta secundária de ações por 60 dias, que tinha valor estimado de R$ 600 milhões. Para a analista Denise Messer, a interrupção é um fato positivo para a empresa, contribuindo para aumentar a liquidez das ações, que hoje movimentam cerca de R$ 3 milhões por dia.

"A companhia é uma forte geradora de caixa e possui uma relação dívida líquida/Ebitda baixa", explica a analista, concluindo que uma oferta primária não seria necessária para a continuidade da realização de investimentos em expansão. 

Resultados e projeção de rentabilidade

A analista da Brascan acredita que a empresa continua mostrando resultados consistentes, citando a melhora de 3,1 ponto percentual na margem Ebitda do acumulado do ano passado até setembro, atingindo 21%.

A expectativa é de que o resultado do quarto trimestre de 2009 siga essa mesma tendência, e em 2010 a projeção é de crescimento de 0,7 p.p. neste indicador de rentabilidade, devido a ganhos de sinergias pela verticalização do processo produtivo da Vitarella. Messer espera novas iniciativas para aumentar essa verticalização, diminuindo a dependência de compras de terceiros.

Tese de investimento

O País possui potencial de expansão do consumo per capita de biscoitos e massas quando comparado a outros países, além de possibilidade de ganho de market share em algumas regiões do Sudeste, como Minas Gerais e interior do estado de São Paulo. 

Outra oportunidade identificada por Messer é um possível aumento das vendas no exterior, que hoje respondem por apenas 0,5% do faturamento. Além disso, novas aquisições, depois da Adria em 2003 e Vitarella em 2008, podem agilizar o processo de expansão.

Do outro lado, a competição das multinacionais, que podem pressionar os preços e diminuir a rentabilidade, e a forte exposição aos preços das commodities (trigo e óleos vegetais são os maiores insumos) são os principais riscos. O ano de 2014 marca a média de vencimento dos subsídios fiscais da empresa, e uma não renovação também pode ser um risco para a companhia.

Valuation

O WACC (Weighted Average Cost Of Capital, ou custo médio ponderado de capital) usado para a empresa passou de 12,3% para 11,6%, com a redução do risco-país de 250 pontos-base para 225-pontos base, da taxa livre de risco de 4,7% para 4,2%. O prêmio de risco foi mantido em 5,5%, assim como diferencial da inflação, em 2,0%. 

Além disso, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), antes previsto para 3,9%, foi revisado para 5,5%. Com relação à cotação do dólar, a premissa mostrou queda, de R$ 1,80 para R$ 1,75 na média do período e de R$ 1,79 ante o valor de R$ 1,90 anterior, para o final do ano. O dado é importante porque grande parte dos insumos é de commodities, que apresentam forte correlação com o dólar.

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