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25/01/2010 - 10h25

Renda dos consumidores da Rua 25 de Março cresce 24% em três anos e perfil muda

SÃO PAULO – Uma das ruas mais conhecidas – e frequentadas – da cidade de São Paulo, a 25 de Março é atração para quem procura de tudo um pouco, sem desembolsar muito. De tão famoso, o comércio popular da 25 está cada vez mais democrático. Se antes a rua era conhecida por ser frequentada, em maior número, pela população de baixa renda, hoje o cenário é outro. Pesquisa revela que, em 2006, a renda familiar média de quem comprava na 25 de Março era de R$ 2.350. Já em 2009 a renda estava 24% maior, R$ 2.921.

Ainda de acordo com o levantamento realizado pela TNS Research International, o comércio da 25 de Março caiu no gosto dos paulistanos de todos os bolsos. Da classe A1 a D, poucos resistem ao comércio popular. Segundo os dados, cerca de 9% dos consumidores da 25 pertencem a classe média alta – aqueles que ganham entre R$ 6.563 a R$ 9.732.

Também frequentam a famosa rua os consumidores que pertencem a classe média, cuja renda varia entre R$ 2.012 a R$ 6.562. Do total dos consumidores da 25, 48% pertencem a esse segmento da população. Da chamada classe média baixa, que recebem entre R$ 484 e R$ 1.194, 43% são consumidores da 25.

Quase um shopping center

A pesquisa revela também que o perfil dos consumidores que transitam pela famosa rua da capital paulista está cada vez mais parecido com os daqueles que frequentam shoppings centers. Isso se deve ao aumento do número de frequentadores das classes mais abastadas da população paulista.

Em 2006, 57% dos consumidores da 25 pertenciam às classes C e D. Os outros 43% pertenciam às classes A e B. No ano passado, esse cenário se inverteu. Agora, a maioria dos consumidores da famosa rua de comércio popular pertence às classes A e B (56%), ao passo que o restante (44%) pertence às classes C e D.

No shopping center, a situação é a mesma, embora não nas mesmas proporções. A maior parte dos consumidores de shopping pertence aos segmentos mais abastados da população: 79% são das classes A e B.

Porém, ao contrário de um shopping, para comprar na 25, é preciso muita disposição e tempo. De acordo com a pesquisa, os consumidores precisam de meio a um dia inteiro para conseguir comprar o que querem na 25, ao passo que em um shopping são necessários apenas 73 minutos.

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