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26/01/2010 - 08h00

Bota-fora: atenção ao comprar móveis e objetos de decoração em liquidações

SÃO PAULO – Janeiro é sabidamente mês de liquidação, momento em que as pessoas, seduzidas pelos preços baixos e embaladas pelo clima de renovação de início de ano, resolvem redecorar a casa comprando novos móveis e objetos de decoração.

Entretanto, alertam especialistas, os consumidores devem agir com atenção, ao adquirir peças nesta época do ano, para não gastarem dinheiro à toa.

“O erro mais comum é agir por impulso. O que mais acontece é a pessoa adquirir uma peça ou um móvel que seja totalmente destoante do resto da casa ou que tenha proporções muito maiores do que o espaço que a pessoa disponibiliza para ele”, comenta a ex-presidente da ABD (Associação Brasileira de Designers de Interiores), consultora de Feng Shui e da área de Design de Interiores do Senac, Maria do Carmo Brandini.

A arquiteta e coordenadora do Casa e Cia (www.casaecia.arq.br), Fátima Senra, concorda e acrescenta: “é preciso comprar produtos que estão de acordo com as cores, o estilo e os materiais que a pessoa já tem no ambiente ou que estejam de acordo com o seu projeto. Aproveitar uma liquidação só pela oportunidade e os preços pode não valer a pena, se você não considerar a real utilidade que o produto adquirido terá e a sua harmonia no ambiente em que se será inserido”.

Cuidados

Apesar de o momento ser de preços mais baixos, a pesquisa é essencial, especialmente se a pessoa está decorando por conta própria. “Às vezes, as lojas dizem estar em liquidação, mas na realidade os preços não são tão vantajosos”, diz Maria do Carmo.

Além disso, ainda no sentido de evitar gastos desnecessários, é importante que seja adquirido apenas o que é realmente preciso, sem inventar muito, baseado apenas no preço convidativo.

No mais, alertam, o consumidor deve observar se o produto de interesse possui algum dano, se é de qualidade ou se não está saindo de tendência.

“Os motivos que levam um produto par uma liquidação são variados. Pode não valer a pena, por exemplo, comprar um produto que seja preciso reparo posterior. É preciso ponderar sobre os recursos e o trabalho que vai dar para restaurar a peça, lembrando-se não só dos gastos financeiros, mas também da mobilização e do tempo que serão utilizados para localizar o prestador de serviços, adquirir material de reparo e gerenciar toda a operação”, observa Fátima.

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