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26/01/2010 - 17h03

Com contas em dia, brasileiro faz captação da poupança ficar positiva em janeiro

SÃO PAULO – Com muitas contas a pagar no começo de cada ano, como impostos e material escolar, é comum que o brasileiro recorra à poupança para quitar seus débitos. Porém, neste ano de 2010, o movimento das cadernetas tem sido diferente.

Dados do Banco Central mostram que, até o dia 26 de janeiro, os depósitos na poupança haviam superado os saques em R$ 1,537 bilhão. No mesmo período do ano passado, quando a crise econômica global assustava os brasileiros, essa conta ficava negativa em R$ 900,8 milhões. Em 2008, ela era positiva em R$ 23,351 milhões e, em 2007, foi negativa em R$ 605,5 milhões.

De acordo com o professor de Economia e Mercado da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, o resultado foi provocado pela melhora na renda da população e na condição de pagamento de suas contas e, além disso, por uma melhora no comportamento do consumidor, que se endividou menos.

Rentabilidade

O professor ainda citou a queda na taxa básica de juro, hoje em 8,75% ao ano, como motivo para que a poupança mantenha um número de depósitos muito superior ao de saques, inclusive em um mês de mais contas para se pagar.

“A poupança, com a queda do juro, passou a ter uma atratividade maior, e o resultado de janeiro é reflexo disso. Se o juro começar a subir, aí sim ela deve perder um pouco de aplicadores, mas isso só deve acontecer no meio do ano”, disse Leite, sobre a concorrência entre a poupança e os fundos de renda fixa. Estes últimos atraem aplicadores de acordo com o movimento da Selic, já que rendem de acordo com a taxa.

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne a partir desta terça-feira (26) para decidir sobre a taxa básica de juro e a expectativa de Leite é que ela fique inalterada, mantendo assim a atratividade da poupança.

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