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29/01/2010 - 13h28

Eletros critica fim de IPI menor para produtos de linha branca

SÃO PAULO – Os fabricantes de produtos eletroeletrônicos criticaram a decisão do governo de não prorrogar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) menor para produtos da chamada linha branca com eficiência energética.

De acordo com o presidente da Eletros (Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), Lourival Kiçula, existe o temor de que o fim da desoneração desestimule a produção de eletrodomésticos da linha branca com eficiência energética. “Isso coloca também o consumidor nessa posição, no jogo de também ajudar na conservação de energia, de salvar o planeta”, afirmou Kiçula, segundo a Agência Brasil.

Durante o período de IPI reduzido, as vendas de lavadoras de roupa cresceram 25%, enquanto as de fogões aumentaram 5% e a de refrigeradores, 20%.

Fim do benefício

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que os incentivos fiscais para a compra de eletrodomésticos da chamada linha branca (geladeiras, fogões e outros) e automóveis não serão prorrogados.

No final do ano passado, o governo prorrogou até 31 de janeiro o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) menor para a linha branca e até 31 de março o mesmo benefício para o setor automobilístico. O ministro falou na quinta-feira (28), de Davos (Suíça), onde participa do Fórum Econômico Mundial.

A redução do imposto foi feita para estimular a economia enquanto o Brasil era afetado pela crise global. Agora, com a perspectiva de crescimento entre 5% e 5,5% do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano, o ministro não acredita que as desonerações sejam necessárias.

A expectativa para o PIB brasileiro feita pelo ministro é mais otimista do que a do FMI (Fundo Monetário Internacional), que prevê um crescimento de 4,7% para este ano.

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