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29/01/2010 - 10h00

IR x ações: ferramentas, guias e cursos ajudam investidor a prestar contas

SÃO PAULO – Com a proximidade de mais uma temporada de entrega da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física, que anualmente acontece entre os meses de março e abril, cresce a procura dos investidores, principalmente daqueles que investem em ações, por informações sobre como prestar as contas com o Leão.

O crescimento no número de investidores pessoa física na BM&F Bovespa e a popularização do mercado de capitais chamou a atenção da Receita Federal, que está mais atenta às informações deste contribuinte.

De acordo com o professor e educador financeiro Mauro Calil, do centro de estudos e formação de patrimônio Calil&Calil, o maior acesso à informação e aumento do controle da Receita têm despertado no investidor a necessidade de entender mais sobre a apuração e declaração do imposto de renda do mercado de capitais. “O bom resultado da bolsa no ano passado também aumentou a procura por informações sobre o assunto, já que mais investidores tiveram que recolher e terão que declarar isso ao Fisco”, explica.

Onde buscar informações

Para facilitar a vida do investidor, corretoras e centros de estudo têm investido em guias e cursos para esse público. O próprio Centro de Estudos e Formação de Patrimônio Calil&Calil ministra um curso específico de Tributação sobre Renda Variável, voltado ao investidor pessoa física. “Registramos um aumento na procura pelo curso já na edição de janeiro”, revelou Calil, ao explicar que o centro oferece o curso em outras datas, inclusive durante o período de declaração. “Normalmente o curso de abril é o mais procurado, mas já sentimos essa demanda na edição de janeiro”.

De acordo com o educador financeiro, vem aumentando o interesse dos contadores por esse tipo de informação. “Por ser um mercado relativamente novo, estes profissionais têm buscado atualização para melhor atender seus clientes”, afirma. “Inclusive, existem muitos clientes que pagam o curso dos contadores para que esses entendam mais sobre o assunto”.

Também na intenção de tirar dúvidas e atualizar o investidor sobre imposto de renda, a Gradual Investimentos elaborou uma espécie de guia na internet. Com palestras, chats e vídeos com especialistas, o especial tem o objetivo de ajudar o investidor a apurar e declarar o imposto de renda com mais segurança.

Principais dúvidas

Entre as principais dúvidas do investidor está o recolhimento do imposto. “Os investidores acham que já estão quites com a Receita ao reter o imposto durante a operação”, afirma o fundador do Bússola do Investidor, Frederico Fernando Cea Skwara, ao se referir ao imposto retido na fonte, recolhido pelas corretoras. “Mas, na maioria dos casos, essa é uma pequena parte do valor total que deve ser recolhido”, completa, referindo-se à alíquota de 15%* sobre os ganhos obtidos com as alienações ocorridas no mercado à vista de ações negociadas em bolsas de valores e assemelhadas (para operações de day trade, a alíquota é de 20%), cujo recolhimento mensal é de obrigação do próprio investidor.

Para Skwara, no entanto, quem conhece a tributação tem dificuldade para calcular, pois há várias regras de acordo com o tipo e o valor do investimento. De olho neste público, o site Bússola do Investidor oferece ferramenta para o cálculo desse imposto de renda, permitindo, inclusive, a emissão da Darf.

O usuário pode cadastrar as suas operações e a corretora manualmente no site ou, pelo serviço pago Bússola PRO (R$ 7,50 ao mês), fazer a importação dos dados. O serviço calcula o preço médio de cada ação, a corretagem e outras taxas e gera a Darf para o pagamento mensal. Tudo de acordo com as Instruções Normativas 25/2001 e 487/04, que definem o imposto de renda devido sobre os ganhos líquidos em operações realizadas em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas do Brasil.

Mais informações

www.calilecalil.com.br

www.gradualinvestimentos.com.br

www.bussoladoinvestidor.com.br

* Os ganhos líquidos de pessoas físicas em operações no mercado à vista de ações, cujo valor das vendas realizadas em cada mês seja igual ou inferior a R$ 20 mil para o conjunto de ações, estão isentos do Imposto de Renda. A exceção está, mais uma vez, nas transações de day trade, nas quais não existe isenção, independentemente do valor da alienação.

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