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01/02/2010 - 12h55

CNT/Sensus: parcela dos que acreditam em melhora na renda cai para 59,9%

SÃO PAULO - Para 59,9% dos brasileiros, a renda mensal aumentará nos próximos seis meses. Isso é o que indica a 100ª Pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira (1º). Esse índice é quase 2 pontos percentuais menor que o da pesquisa anterior, publicada em novembro, quando registrou 61,6%. 

Por outro lado, aumentou em quase 1 p.p. o número daqueles que acreditam que a renda vai diminuir no próximo semestre, passando de 7,3% para 8%. A pesquisa mostra também que 27,5% das pessoas esperam que a renda permaneça igual no próximo semestre. 

Quando o assunto é emprego, as expectativas pouco mudaram em janeiro, frente a novembro. Para 62,9%, a situação ficará melhor – mesmo percentual verificado na última pesquisa. Para 21,3%, a situação de empregabilidade se manterá igual. Em novembro, 21,5% tinham essa percepção. Outros 10,5% acreditam que a situação ficará pior nos próximos seis meses, ante os 10,1% registrados anteriormente.

Expectativas: educação, segurança e saúde

Já a avaliação sobre a educação apresentou piora frente a novembro, considerando os mais otimistas. O índice dos que acreditam que haverá melhora caiu de 62,5% para 60,7%. O número de pessoas que consideram que piorará, por sua vez, subiu de 9,7% para 9,9%. Para outros 26%, índice maior do que o da pesquisa anterior (24,1%), a situação permanecerá a mesma no próximo semestre. 

Em segurança, a quantidade de pessoas que acreditam que haverá melhora também caiu, de 52,2% para 50,7%, e daqueles que acham que nada mudará foi de 24,8% para 29,6%. Porém, o índice daqueles que acreditam que haverá piora nos próximos seis meses recuou, indo de 19,6% para 15,9%.

A expectativa de melhora da saúde para os próximos meses, item também analisado na pesquisa, caiu, passando de 55,3% para 53,6%. O percentual dos que pensam que ela piorará também diminuiu, passando de 15,2% para 12,8%. Já o índice dos que avaliam que a área permanecerá como está aumentou: 29,8% atualmente contra 25,8% em novembro. 

Situação atual

Considerando a situação atual, a pesquisa revelou que, entre aqueles que consideram que a renda melhorou nos últimos seis meses, houve variação positiva, frente aos resultados da pesquisa anterior, de novembro. 

A avaliação da renda apresentou leve melhora entre os dois levantamentos. Em novembro, 32,4% sentiram que a renda aumentou, ao passo que, no mês passado, 32,7% têm a mesma percepção. Outros 19,1% acreditam que a renda diminuiu nos últimos seis meses, número menor que os 21,8% registrados na pesquisa anterior. O número daqueles que acreditam que a renda se manteve igual foi de 43,8% para 46%.

Considerando o emprego, o número de pessoas que acreditam que houve melhora no cenário cresceu, passando de 45,8% em para 53,6%. O índice de piora caiu 6,8 p.p., indo de 24,4% para 17,6%. O número daqueles que acreditam que a situação ficou igual nos últimos seis meses registrou queda, de 27,5% para 25,5%.

A avaliação da educação apresentou leve melhora frente a novembro. O índice dos que acreditam que houve melhora subiu de 45,9% para 47,1%. Por sua vez, caiu o número de pessoas que consideram que o item piorou, passando de 26,7% para 23,3%. Para outros 27,5%, índice maior do que o da pesquisa anterior (24,7%), a situação permaneceu a mesma. 

Em segurança, a quantidade de pessoas que acreditam que houve melhora subiu de 22,5% para 28,2%, e daqueles que acham que nada mudou foi de 21,9% para 28,4%. Enquanto isso, o índice de piora caiu, de 53,5% para 41,6%.

A avaliação da saúde, outro item analisado na pesquisa, foi vista com melhora por 28,2% dos entrevistados, contra 25,5% em novembro. O percentual dos que pensam que ela piorou passou de 47,7% para 41,3%. Já o índice dos que a avaliam como igual é de 28,8% atualmente, contra 25,3% em novembro.

Sobre a pesquisa

A CNT (Confederação Nacional do Transporte) entrevistou 2 mil pessoas em 136 municípios nas cinco regiões do País entre 25 e 29 de janeiro deste ano. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos.

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