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01/02/2010 - 13h22

Cresce o número de brasileiros que acreditam que os tributos são altos

SÃO PAULO – Desde 2006 aumentou a proporção dos brasileiros que acreditam que os tributos são altos, porém houve redução na parcela daqueles que acreditam que os serviços públicos são ruins, quando comparados aos tributos pagos.

Os dados são da Pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira (1º). Foram ouvidas 2 mil pessoas, de 136 municípios, entre os dias 25 e 29 de janeiro.

Ao serem questionados sobre os impostos, taxas e contribuições no Brasil, 86,8% dos participantes disseram ser altos, ante 81,7% que deram essa mesma resposta em abril de 2006. Outros 9,5% responderam que não são nem altos nem baixos, contra 9,3% há quatro anos, e 2% afirmaram serem baixos, ante 3,7% em abril de 2006.

Serviços públicos

De acordo com os dados, na comparação com abril de 2006, houve queda na proporção dos brasileiros que acreditam que os serviços públicos são ruins, se comparados aos impostos cobrados: essa parcela da população era de 51,6% há quatro anos e passou a 37,8% em janeiro deste ano.

Porém, a maior parte dos brasileiros acredita que os serviços públicos, frente à cobrança de impostos, são regulares. Esse grupo representa 43,5% da população, ante 30,2% em abril de 2006. Uma minoria (16%) respondeu que os serviços públicos são bons, enquanto em abril de 2006 esse grupo era representado por 9,9% da população.

Na avaliação dos serviços públicos, com uma nota que variava de zero a 10, a escola pública foi a que apresentou a melhor nota, 6,5 em janeiro deste ano. Em seguida aparecem transporte (5,8), rede pública de saúde (5,1), estradas (5,1) e segurança pública (4,9).

Problemas no Brasil

Os impostos estão em sexto lugar na lista dos problemas no Brasil que mais incomodam a população, apontados por 5,7% dos entrevistados. Em primeiro lugar está a violência/criminalidade, apontada por 22,9% dos entrevistados, seguida pelas drogas (21,2%), pelo desemprego (19%), pela falta de oportunidades de trabalho (8%) e pelo sistema de saúde (6,7%).

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