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09/02/2010 - 09h59

Concessionárias terão de explicar demora para restabelecer energia em SP

SÃO PAULO – As concessionárias do estado de São Paulo terão de esclarecer, no prazo de 30 dias, as quedas no fornecimento de energia durante as fortes chuvas que acontecem desde dezembro.

O prazo foi estabelecido em reunião realizada na segunda-feira (8), que contou com a participação do secretário de Justiça e Defesa da Cidadania, Luiz Antonio Marrey; da secretária de Saneamento e Energia, Dilma Pena; e do diretor-executivo da Fundação Procon-SP, Roberto Pfeiffer, bem como com representantes das concessionárias de energia de São Paulo.

Caso fique comprovado que as empresas não tomaram medidas necessárias para realizar a religação da energia em período mais curto, elas podem ser multadas em até R$ 3 milhões.

Queda de energia

Com o temporal do dia 4 de fevereiro, 16 bairros da capital ficaram sem luz e problemas semelhantes ocorreram em outras cidades, como São Roque, Atibaia e Mairinque.

De acordo com o Marrey, os maiores transtornos foram em São Paulo. “O fato é que depois de uma grande chuva, nós tivemos áreas que ficaram mais de 24 horas sem energia elétrica. Nós entendemos que a falta de energia elétrica por esse período prolongado é inadmissível”, afirmou, após a reunião, segundo a Agência Brasil.

As concessionárias alegaram que a demora para reparação se deveu à dificuldade das equipes em chegar aos locais onde as linhas de transmissão foram danificadas, mas não convenceram.

“Nas narrativas que nós tivemos, muitos bairros que ficaram sem energia são bairros totalmente centrais da cidade. Não é que o bairro estivesse debaixo de 2 metros de água que as equipes tivessem dificuldade de chegar”, disse Marrey.

O secretário ainda criticou o fato de a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) não ter se manifestado sobre a questão. “Nós estamos fazendo aqui, da ótica dos consumidores e dos usuários, aquilo que o estado tem poder e tem dever de fazer. Mas existe uma autoridade federal para tratar desse assunto e nós gostaríamos que eles se somassem a essa preocupação”.

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