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09/02/2010 - 16h34

Diferença de preços de remédios de marca e genéricos ultrapassa 1.400%

SÃO PAULO - Pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, por solicitação da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, mostrou que a diferença de preços entre os medicamentos-referência, conhecidos como "de marca", e os genéricos, pode ultrapassar os 1.400%.

O levantamento foi feito com base em duas tabelas de medicamentos, contendo itens do Programa “Dose Certa”, sendo 39 da Furp (Fundação para o Remédio Popular) e 28 produtos não Furp e envolvendo 103 itens (62 de referência e 41 genéricos) em 15 farmácias distribuídas pelas cinco regiões da cidade de São Paulo.

A maior variação foi apurada no medicamento cujo princípio ativo é a Fenitoína (1.415%), para a caixa com 25 comprimidos de 100 mg. O maior valor era R$ 6,06, ao passo que o menor ficava em R$ 0,40, uma diferença absoluta de R$ 5,66.

Na tabela abaixo, é possível verificar as três maiores variações encontradas pelo estudo:

Maiores diferenças de preços

Medicamento Medicamento de referência Medicamento genérico Diferença absoluta

Variação
Fenitoína (100 mg - 25 comprimidos)

R$ 6,06

R$ 0,40

R$ 5,66

1.415%
Diclofenaco Sódico (50 mg - 20 comprimidos)

R$ 20,12

R$ 1,89

R$ 18,23

964,55%
Paracetamol (200 mg/ml - gotas 15 ml)

R$ 14,59

R$ 1,49

R$ 13,10 879,19%
A menor variação foi encontrada no Diazepam, de 1,41%.

Economia

De acordo com a Pró Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos), desde que o genérico chegou ao mercado nacional, em meados do ano 2000, o consumidor brasileiro já economizou R$ 13,7 bilhões com remédios.

No ano passado, o segmento de genéricos respondeu pela movimentação de R$ 4,5 bilhões, uma alta de 24% frente ao montante de R$ 3,6 bilhões apurado em igual período de 2008. Em 2009, foram comercializadas 330,9 milhões de unidades, contra 277,1 milhões no mesmo intervalo de tempo do ano anterior.

Para 2010, as estimativas são de que os medicamentos genéricos atinjam 22% de participação no mercado total, injetando, com a quebra de algumas patentes importantes, mais R$ 800 milhões no mercado.

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