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09/02/2010 - 17h41

Mensalidade escolar e tarifa de ônibus pressionam inflação da classe média

SÃO PAULO – Com os reajustes na tarifa de ônibus municipal e das mensalidades escolares, transportes e educação estão entre os principais responsáveis pela alta de 1,15% na inflação para a classe média na cidade de São Paulo, em janeiro deste ano. O índice foi maior que o do mês anterior, de 0,27%. No acumulado dos últimos 12 meses, a elevação dos preços gerais atinge 4,63%.

Considerando os grupos, além de transportes (com alta de 2,50%) e educação (+4,68%), outro que contribuiu para elevar o indicador foi alimentação, cujos preços subiram 1,63%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (9) pela Fecomercio (Federação do Comércio) em parceria com a OEB (Ordem dos Economistas do Brasil). 

Altas

A alta nos preços dos combustíveis contribuiu para o aumento no grupo de transportes, sendo que o etanol avançou 12,93% e a gasolina, 1,11%. A escalada da relação de preço etanol/gasolina em janeiro supera o limite de até 70% que considera o etanol com vantagem financeira em relação à gasolina para usuários de veículos flex.

No entanto, o principal destaque do grupo ficou com o aumento de 13,74% na tarifa de ônibus na capital paulista. 

Em Educação, os aumentos nas mensalidades do curso pré-vestibular (8,31%), do Ensino fundamental (6,88%) e do Ensino Superior (2,89%) incentivaram a alta do grupo.

Com relação ao grupo Alimentação, o índice ficou maior em razão do aumento nos preços das verduras (16,14%) e dos legumes (3,74%). Por outro lado, os preços dos ovos caíram 0,93%.

Outros grupos

Além dos grupos de maior peso, os demais apresentaram altas importantes em janeiro. No grupo Despesas Pessoais, o destaque ficou por conta do aumento dos preços do clube (6,84%) e de parque de diversão (5,59%). O grupo registrou aumento de 0,72% no mês passado.

No grupo Saúde (0,43%), a consulta médica foi o principal destaque, com alta de 1,43%. Serviços médicos e laboratoriais registraram aumento de 0,72% no mês passado.

Em Habitação, o aumento de 0,17% ficou por conta dos equipamentos residenciais, que subiram 0,2, no mês passado.

Considerando o grupo Vestuário, que registrou queda de 0,70% em janeiro, a principal influência ficou com roupa feminina (-1,29%) e com calçados e acessórios de vestuário (-0,60%).

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