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10/02/2010 - 11h45

Aumenta intenção de gastos com produtos que contavam com desoneração de IPI

SÃO PAULO - Mesmo com o anúncio do governo de que as desonerações adotadas para automóveis, produtos de linha branca e materiais de construção não serão prorrogadas, o brasileiro vai continuar comprando esses produtos e pretende gastar ainda mais com eles.

A constatação é da Pesquisa trimestral de intenção de compra no varejo, divulgada nesta terça-feira (9) pelo Provar (Programa de Administração de Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração).

"De acordo com o levantamento, além da intenção de continuarem comprando esses produtos, os brasileiros também estão dispostos a gastar mais com eles. Afinal, eles sabem que, com o fim das desonerações, o preço vai crescer. As desonerações já chegaram ao fim para os produtos da linha branca e para os veículos não flex, mas isso não reduziu a vontade de comprar", afirma o presidente do Provar, Claudio Felisoni. 

Intenção de gastos

De acordo com o levantamento, a intenção de gastos com produtos da linha branca cresceu 2,5% nos três primeiros meses de 2010, na comparação com o último trimestre de 2009.

Ainda no mesmo período, a intenção de gastos com materiais de construção cresceu 24%. Mas a elevação mais significativa foi mesmo a dos automóveis, de 24,4%.

"Esses números mostram que as pessoas estão animadas com as condições que estão vivenciando e continuarão comprando, mesmo com o retorno do IPI. Nesse começo de ano, as pessoas estão mais seguras com seu emprego e sua renda e, por isso, estão mais dispostas a gastar. Ao analisar esses números, também é importante considerar que há um estimulo da queda da taxa no financiamento ao consumo nessa intenção de gasto. Embora essa taxa ainda seja muito alta, só no ano passado ela caiu 10 pontos, e essa é uma queda significativa. Além disso, não podemos ignorar o alongamento dos prazos médios de pagamento".

Felisoni ressalta ainda que o aumento na intenção de gasto com materiais de construção tem ainda um outro estímulo: as fortes chuvas. "Algumas regiões estão sendo fortemente atingidas pelas chuvas, e isso causa estrago nas propriedades: é uma telha que voa, um reboco que cai. Então, esse aumento na intenção de gastos com material de construção tem também o incentivo da meteorologia", garante o presidente.

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