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10/02/2010 - 15h59

CSN se reunirá com o Cade para discutir as compras de participação na Cimpor

SÃO PAULO - A CSN (CSNA3) - Companhia Siderúrgica Nacional - deverá entrar com pedido junto ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para que a compra da participação da Cimpor (Cimentos Portugal) pela Camargo Corrêa (CCIM3), anunciada durante a manhã desta quarta-feira (10), seja questionada pela entidade.

Segundo notícia da Agência Estado, o escritório Sampaio Ferraz Advogados, que representa a CSN, pretende abordar o assunto com o Cade ainda nesta sessão às 16h00 (horário de Brasília). A reunião já estava marcada antes mesmo do anúncio feito pela Camargo Corrêa, já que a siderúrgica entrou com pedido de suspensão imediata da compra feita pela Votorantim à mesma fabricante de cimentos, na semana passada.

No entanto, com a aquisição feita pela Camargo, agora a companhia pretende questionar ambas as transações, acreditando que possam ter sido coordenadas. Segundo o jornal, os advogados da siderúrgica acreditam que a Votorantim e a Camargo Corrêa estão interessadas em bloquear a entrada da CSN no setor de cimentos brasileiro, o que teria motivado as compras de participação na Cimpor.

Pedido de suspensão ainda em aberto

A CSN pretende esperar para ver qual será o desenvolvimento da audiência realizada com o Cade, para então decidir se irá ou não entrar com um pedido de suspensão dos efeitos da compra feita pela Camargo Corrêa. Já o pedido de suspensão de compra feito pela Votorantim deverá ter a decisão anunciada pelo Cade no próximo dia 3 de março, informou Vinícius Carvalho, conselheiro do órgão.

"Depois da manifestação da Votorantim, vou analisar os argumentos das duas partes e tomar uma decisão que levarei ao Conselho", afirmou Carvalho.

Entenda o impasse

Após a CSN realizar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição de Ações) à Cimpor, as empresas Votorantim e Camargo Corrêa iniciaram uma série de investidas à fabricante de cimentos portuguesa, alegadamente com o intuito de atravessar a proposta da siderúrgica.


Na semana passada, a Votorantim firmou um acordo de acionistas com a Caixa Geral de Depósitos, detentora de 9,6% do capital da Cimpor, além de também adquirir 17,28% da Lafarge. Já nesta manhã, a Camargo Corrêa confirmou a aquisição da fatia de 22,17% na cimenteira, parcela esta antes pertencente ao acionista Teixeira Duarte, o qual teria dificultado as negociações envolvendo a CSN.

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