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11/02/2010 - 11h33

Compartilhamento de caixas eletrônicos tem custo ao consumidor

SÃO PAULO – O compartilhamento de caixas eletrônicos tem um custo para o consumidor, compensado pela comodidade de ter mais pontos de autoatendimento na hora de fazer uma transação bancária.

A opinião é do presidente da Boanerges & Cia., consultoria em varejo financeiro, Boanerges Ramos Freire. “Tudo tem custo. Ou ele está explícito, na cobrança de uma tarifa, ou implícito, no pacote que você faz no banco. Mas o compartilhamento de caixas é vantajoso na questão da conveniência”.

De acordo com ele, o negócio faz todo o sentido mercadológico. “Compartilhamento não é competição, é uma iniciativa de cooperação para aumentar a qualidade do serviço e reduzir o custo dos bancos”, destacou, dizendo que essa é uma medida importante para distribuição de serviços bancários.

Mais compartilhamento

O mesmo aconteceu no passado com a criação da Serasa, empresa de compartilhamento de informações sobre crédito dos clientes das instituições financeiras, e a criação dos caixas eletrônicos 24 horas.

“Outra situação que faz sentido é dividir informação de crédito positivo, que é uma grande promessa e seria um grande avanço para o setor financeiro”, afirmou Freire, sobre o cadastro positivo, que teria informações sobre capacidade de endividamento e não somente sobre inadimplência dos clientes, como acontece atualmente. 

O compartilhamento no sistema financeiro também deve avançar no caso das máquinas de cartão de crédito, assunto que vem sendo discutido pelo governo e que depende de uma regulação.

Caixas eletrônicos

Mas o compartilhamento de caixas eletrônicos é, na opinião de Freire, um dos mais importantes, devido ao fato de essa forma de acesso aos bancos ser uma das mais utilizadas.

“Claro que, com a internet, o mobile, os bancos continuam aperfeiçoando o acesso dos clientes aos serviços, mas o autoatendimento ainda é muito importante. Depois da agência física, é a segunda forma de acesso ao banco mais relevante”.

Freire lembrou que os pontos de autoatendimento começaram a se popularizar na década de 1980, quando o Brasil vivia um momento de hiperinflação e, por isso, as transações bancárias deviam ser mais rápidas, para que o valor do dinheiro não fosse corroído. “A inflação era alta e o sistema bancário teve de se aperfeiçoar bastante”.

BB, Bradesco e Santander

O compartilhamento de caixas eletrônicos será anunciado pelo Banco do Brasil, Bradesco e Santander nesta quinta-feira (11).

Em um primeiro momento, somente as máquinas que estão fora das agências é que aceitarão movimentação de clientes de outros bancos, como aquelas em aeroportos, postos de combustível, supermercados, shopping centers, farmácias e rodoviárias.

O projeto contempla a criação de uma marca que identifique a rede consolidada. Os bancos pretendem concluir a operação em aproximadamente cinco meses.

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