UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

11/02/2010 - 13h22

Despesas de começo de ano fazem inadimplência aumentar 5,6% em janeiro

SÃO PAULO – As despesas de começo de ano fizeram com que a inadimplência do brasileiro aumentasse em janeiro, frente ao final de 2009. O volume de consumidores inadimplentes incluídos no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) cresceu 5,67% no primeiro mês de 2010, em relação a dezembro, aponta indicador da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil.

De acordo com as instituições, entende-se que o comprometimento da renda com gastos peculiares a janeiro - IPTU e IPVA, material escolar e o maior número de compromissos assumidos em função das compras de Natal – exerceu significativa pressão sobre o índice.

Considerando o mesmo período do ano passado, houve queda de 3,14% na inadimplência, motivada pelo aumento da renda e das melhores condições do crédito.

Perfil

No mês de janeiro, os consumidores entre 30 e 39 anos lideraram os registros de inadimplentes no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), com 27,75% das inclusões.

Em seguida, ficaram os clientes com idade de 40 a 49 anos (20,96%), de 25 a 29 anos (15,10%), de 50 a 64 anos (14,98%) e de 18 a 24 (14,27%). As pessoas com idade acima de 65 anos tiveram o menor percentual de registros, de 5,94%.

No confronto por gênero, as mulheres foram responsáveis por 55,96% das inclusões, enquanto os homens responderam por 44,04%.

Registros cancelados

Na análise dos registros cancelados no SPC Brasil, que acontece depois que a dívida é quitada, houve queda de 19,03%, na passagem de dezembro para janeiro. No confronto com o primeiro mês de 2009, houve alta de 3,12%. As entidades atribuem o último resultado às condições positivas para a renegociação das dívidas.

Se as mulheres foram responsáveis pela maior parte das inclusões no SPC, em janeiro, foram elas também que tiveram no período o maior número de registros cancelados, com 55,82%, contra 44,18% deles.

Por faixa etária, o maior volume de regularização dos débitos foi novamente dos consumidores com idade de 30 a 39 anos, com 27,64% dos cancelamentos.

As outras faixas de idade, por sua vez, ficaram da seguinte forma: de 40 a 49 anos, com 22,38% dos cancelamentos, de 50 a 64 anos, com 17,19%, de 25 a 29 anos, com 13,96%, de 18 a 24 anos, com 11,31%, e acima de 65 anos, com 6,45%.

 

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host