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12/02/2010 - 16h33

Aversão ao risco pesa sobre captações semanais da indústria global de fundos

SÃO PAULO – Com renovadas tensões acerca da situação fiscal da Grécia e incertezas quanto à estratégia de saída a ser adotada pelo Federal Reserve, a indústria global de fundos sofreu com o maior clima de aversão ao risco entre os investidores, registrando captações negativas em grande parte de suas categorias entre 3 e 10 de fevereiro.

Segundo dados divulgados pela EPFR Global, que acompanha o mercado de fundos de investimentos no mundo, o maior destaque negativo ficou com os mercados emergentes: os fundos de ações de tais países amargaram uma fuga de US$ 2,9 bilhões no período.

“Os quatro grandes grupos de fundos de ações de mercados emergentes postaram captações negativas na semana”, afirma a EPFR. A categoria “fundos de ações da América Latina” não foi exceção, completando um ciclo de três semanas de saída de recursos e ficando com um saldo negativo no acumulado do ano.

O período não foi favorável também aos fundos de ações de mercados desenvolvidos: as indústrias europeia e norte-americana também marcaram captações negativas. A exceção ficou para os fundos japoneses de ações, que registraram sua sétima semana consecutiva de entrada de recursos.

Renda fixa

Em contrapartida, a semana foi boa aos fundos de renda fixa: no mundo, a categoria completou uma sequência de 43 captações líquidas positivas. Ciclo ainda maior foi conquistado pelos fundos de renda fixa norte-americanos: 58 semanas postando um volume maior de aplicações do que de resgates.

Os fundos de renda fixa de mercados emergentes também se beneficiaram, registrando a maior captação positiva desde novembro do ano passado. Já os mercados de curto prazo seguem em um momento negativo: investidores retiraram US$ 9,62 bilhões da categoria, que agora, marca uma saída de cerca de US$ 80 bilhões no acumulado do ano.

Setores

Na análise por setores, os fundos atrelados ao mercado de commodities foram o grande destaque negativo. Penalizados por um movimento de valorização do dólar e por incertezas quanto à recuperação econômica global, as cotações das matérias-primas caíram entre 3 e 10 de fevereiro, levando os investidores a retirarem US$ 526 milhões de tais fundos, o maior montante registrado na categoria em 67 semanas.

Outro setor penalizado foi o de tecnologia, ao passo que os fundos ligados a papéis do setor financeiro e de energia registraram leves saldos positivos de captação de recursos.

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