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12/02/2010 - 09h49

Classe C estimula vendas no varejo e altera ritmo do setor

SÃO PAULO – O aumento dos ganhos do trabalhador, verificado nos últimos anos, alterou a pirâmide de renda do País e elevou aqueles que pertenciam aos segmentos menos abastados da população a outros patamares. Muitos dos que estavam nas classes D e E agora pertencem à classe C – parcela da população que tem crescido e movimentado a economia.

De acordo com a Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), os consumidores que recebem acima de R$ 1,2 mil têm sido os responsáveis por injetar milhões de reais no varejo. Para não perder esse filão, as empresas investem em novos mecanismos de pagamento e realizam promoções.

“Cada vez mais os lojistas precisam ficar atentos a estas transformações e ganho do poder aquisitivo da população”, afirmou, por meio de nota, o presidente da associação, Nabil Sahyoun.

Sonhos de consumo

Com o orçamento menos apertado, os consumidores da nova classe média começam a desembolsar cada vez mais para realizar sonhos de consumo. Segundo a Alshop, aparelhos de televisão de LCD, celulares de última geração e computadores estão na lista desse segmento da população.

O temor de ficar no vermelho já não é tão intenso como no período da crise e, hoje, com a confiança elevada, a classe C está mais segura para efetuar compras, sem que a conta pese no orçamento familiar.

Diante disso, os lojistas oferecem linhas diferenciadas de produtos e de formas de pagamento, sem contar as constantes promoções.

IPI

Outro fator que alterou o ritmo do varejo é a redução do IPI para alguns produtos da linha branca. A redução, concedida pelo Governo no ano passado, teve como objetivo estimular o consumo e reduzir os efeitos da crise econômica mundial.

Para a Alshop, a medida foi um sucesso e ajudou o varejo a compreender o poder de compra da nova classe média.

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