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18/02/2010 - 13h27

Reclamações contra bancos começam 2010 com queda de 6,55%, aponta BC

SÃO PAULO - O número de queixas contra os bancos começou o ano em queda. De acordo com dados do ranking de instituições mais reclamadas, divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira (18), as reclamações registraram queda de 6,55%. Operações não reconhecidas e débitos não autorizados aparecem entre as principais queixas dos correntistas.

Considerando as sete instituições financeiras com mais de um milhão de clientes, o total de reclamações atingiu 371 casos em janeiro, contra 397 um mês antes.

Frente ao mesmo mês de 2009 houve queda de 79%, já que naquele mês o total de reclamações somou 1.773. 

HSBC lidera

No primeiro mês do ano, a liderança do ranking ficou com o HSBC, cujo índice de reclamações foi de 0,40 a cada 100 mil pessoas. Na sequência vieram Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Na tabela abaixo, é possível verificar o índice de reclamações de janeiro deste ano e dezembro de 2009 e o mesmo mês de 2008, para os cinco primeiros colocados, além da principal reclamação:

Instituição Índice

Janeiro de 2009
Índice

Dezembro de 2009
Índice

Janeiro de   2010
Principal reclamação em janeiro/2010
HSBC 2,13 0,40 0,40

Tarifas - Outros  (17,65%)
Bradesco 2,32 0,29 0,39 Segurança dos Meios Alternativos - Operações não reconhecidas (20%)
Itaú 2,01 0,45 0,36 Conta - Débitos não autorizados  (20%)
Banco do Brasil 0,69 0,25 0,21 Conta - Débitos não autorizados  (22,73%)
Caixa Econômica  1,68 0,28 0,18 Segurança dos meios alternativos - Operações não reconhecidas (31,50%)
(*) Calculado como sendo o número de reclamações válidas dividido pelo número de clientes e multiplicado por 100.000

Fonte: Banco Central
 

BC tem autoridade para punir

O Banco Central do Brasil tem autoridade para punir as instituições financeiras por qualquer descumprimento de normas emanadas da autoridade monetária, inclusive as que dizem respeito ao atendimento ao cliente bancário.


As punições previstas em lei não se limitam à abertura de Processo Administrativo, passando pela advertência e multa, podendo chegar, inclusive, à penalidade máxima de inabilitação para trabalhar no mercado financeiro.

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