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25/02/2010 - 11h42

Dólar não pressionará preço de produtos importados tradicionais da Páscoa

SÃO PAULO – Na Páscoa deste ano, o dólar não deve pressionar o preço dos produtos importados que são tradicionalmente consumidos, como aconteceu em 2009, quando a crise fez a cotação da moeda norte-americana subir e influenciou o bolso dos brasileiros.

De acordo com o economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), André Braz, ao final de março e abril do ano passado, o dólar estava cotado a R$ 2,31 e R$ 2,18, respectivamente, sendo que, por enquanto, ele está em R$ 1,81.

“Temos uma cotação mais vantajosa, então os produtos não devem encarecer. No máximo, o consumidor vai ter a sensação de estar pagando a mesma coisa e não mais caro”.

Ainda segundo Braz, produtos importados como azeite, bacalhau e vinhos são bastante consumidos na Páscoa, porém, o que acaba tendo mais peso na cesta de compras do brasileiro é o pescado nacional e o ovo de chocolate. A FGV deve divulgar um levantamento com a inflação dos produtos da Páscoa ainda neste mês.

Nos supermercados

Uma estimativa realizada pela Apas (Associação Paulista de Supermercados) mostrou que os preços dos produtos importados não devem ter alterações por conta da data comemorativa.

A respeito do aumento do dólar nas últimas semanas, a associação revelou que os importados já chegaram ao Brasil e, portanto, não existem produtos em trânsito que podem ser tarifados pelo preço mais elevado. As vendas deverão apresentar crescimento de 5% em comparação ao ano anterior.

Em relação aos ovos de Páscoa, a Apas estima um aumento dos preços na ordem de 5%, na comparação com os praticados no ano passado, devido à escalada no custo da saca de açúcar, pela quebra da safra na Índia, que provocou uma maior procura pelo produto no mercado brasileiro.

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