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25/02/2010 - 14h33

Elevação do compulsório não afetará consumo, diz Mantega

SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que a elevação dos depósitos compulsórios não afetará o consumo no Brasil.

O compulsório é um montante dos depósitos que os bancos recebem e que deve ser direcionado ao Banco Central. A partir de abril, ele deve passar de 13,5% para 15%, revertendo uma medida que havia sido tomada durante a crise mundial.

“Agora, o crédito está normalizado, o volume de crédito é suficiente e até existe um excesso de liquidez. A medida é adequada e terá um efeito positivo na economia”, disse o ministro, nesta quinta-feira (25), de acordo com a Agência Brasil.

Crédito ao consumidor

Mantega enfatizou que não faltará crédito ao consumidor, uma vez que há dinheiro no mercado e os bancos estão com carteira de crédito elevada. Além disso, as instituições financeiras têm aplicado os recursos excedentes em papéis do Banco Central (operação compromissada).

“Os bancos estão esterilizando parte do que dispõem na [operação] compromissada. Estão aplicando R$ 500 bilhões a R$ 600 bilhões. Então, o que haverá é uma troca. Em vez de aplicar na compromissada, recolherá mais de compulsório. Não acredito que isso irá afetar o consumo”.

O ministro afirmou que o volume de crédito está crescendo menos neste ano, em média 20%, ante uma média de 32% no ano passado. “Não precisa expandir mais do que isso”, ponderou.

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