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26/02/2010 - 08h29

Creci-SP: oferta de imóveis de R$ 100 mil está 'estrangulada' há anos

SÃO PAULO – O aluguel dos imóveis em São Paulo continuará subindo enquanto a procura superar a oferta na capital paulista. Segundo o presidente do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo), José Augusto Viana, se as condições estruturais desse mercado não forem tratadas de forma a alcançar um equilíbrio, os moradores continuarão a ver os preço elevados.

“Quem não pode comprar, e essa restrição é mais grave na faixa de moradias populares, só tem a casa de parentes, a favela e o aluguel como opções”, declarou Viana.

O deficit habitacional em São Paulo é estimado em 1,5 milhão de moradias. A solução desse desequilíbrio estrutural, segundo o Creci-SP, implicaria a oferta maciça de imóveis de menor valor, especialmente na faixa de R$ 100 mil, “seja para moradia própria, seja para locação". "Porque é nessa faia que a oferta está estrangulada há muitos anos", explica o presidente da entidade.

Mercado

Viana acrescenta que a indústria sempre priorizou a construção de imóveis de luxo e para a classe média. O segmento desprezado se mostra agora uma grande oportunidade de negócios. “É como se toda a produção de uma fábrica já estivesse vendida antes mesmo de ela começar a funcionar. Ou seja, risco zero quanto à colocação do produto”, declarou.

A nova lei do inquilinato que, entre outras mudanças, garantirá que o inquilino libere o imóvel em um prazo curtíssimo, caso deixe de pagar o aluguel, vai beneficiar os proprietários e atrair mais investidores que busquem na locação complementar seus rendimentos, avalia o presidente do Creci-SP.

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