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26/02/2010 - 13h04

Mais da metade das famílias brasileiras está otimista quanto ao consumo no curto prazo

SÃO PAULO – As famílias estão otimistas quanto à perspectiva de consumo no curto prazo. Segundo a pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), intitulada ICF-Nacional (Pesquisa Nacional de Intenção de Consumo das Famílias), em fevereiro, 53,7% delas se declaram seguras quanto a adquirir bens ou serviços no curto prazo.

Apesar de positivo, o índice mostrou redução de 2,5% entre as famílias de renda superior a 10 salários mínimos, se comparado ao mês de janeiro. Nas famílias mais pobres, a perspectiva de consumo aumentou 0,8% no mês. No geral, o acréscimo foi de 0,9 ponto percentual.

Otimismo

"A confirmação desse quadro (de otimismo) é condizente com a recuperação do volume de vendas do comércio varejista, que vem apresentando aceleração desde outubro, aproximando-se do ritmo de expansão anterior à crise econômica", destaca o relatório da CNC.

Numa escala que vai de zero a 200 pontos, em que o índice abaixo de 100 indica uma percepção negativa e, acima deste valor, positiva, o ICF alcançou, em fevereiro, uma percepção de satisfação geral de 135,5 pontos e de perspectiva de consumo de 138,4 pontos.

O percentual das famílias que preveem seu nível de consumo no curto prazo igual ao do ano passado é de 38,5%, enquanto as que acham que comprarão menos são 29,1%.

Bens duráveis

Ainda segundo o estudo, para 72% dos brasileiros, o momento atual é favorável para a compra de bens duráveis, sendo este o subitem que apresentou maior crescimento. Em janeiro, eram 67,5% as famílias otimistas neste quesito.

Como a recomposição do desconto do IPI vai se efetivar totalmente apenas em abril deste ano, o benefício oferecido pelo governo ainda reflete na percepção do consumidor, que acredita no aumento de preços e, por isso, a grande expectativa na compra no curto prazo.

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