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04/03/2010 - 08h41

Cesta básica de SP tem alta de 1,19% e passa a R$ 286,62 em fevereiro

SÃO PAULO - O preço da cesta básica de São Paulo apresentou alta de 1,19% em fevereiro, na comparação com janeiro, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP em convênio com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada nesta quinta-feira (4).

No mês passado, os paulistanos pagaram R$ 286,62 para comprar os produtos essenciais, sendo que, no primeiro mês deste ano, esse valor era de R$ 283,24. 

Nos últimos doze meses, contudo, a variação é positiva em 1,84%. E no acumulado deste ano, de 1,71%.

Destaques

Dos 31 produtos analisados, 15 apresentaram aumento nos preços, 12 tiveram queda no segundo mês do ano e quatro permaneceram com os preços estáveis em relação a janeiro.

O avanço no último mês deve-se em especial ao aumento dos preços no grupo Higiene Pessoal, que registrou variação de 1,81%. Já o grupo Alimentação registrou incremento de 1,77% no período. Por outro lado, o grupo Limpeza apresentou variação negativa no período analisado, de 3,61%, e impediu um aumento ainda maior no preço médio da cesta.

Ainda segundo o Procon-SP, as maiores altas do mês ficaram com: açúcar refinado (14,08%), alho (10,38%), ovos brancos (9,41%), queijo muzzarela fatiado (4,32%) e margarina (4,04%).

Por outro lado, a cebola registrou a maior queda de preço do grupo Alimentação, de 4,62% no período.

Motivos para o resultado

De acordo com o Procon-SP/Dieese, os aumentos e quedas de preços dos produtos que compõem a cesta básica nem sempre estão atrelados a um desequilíbrio de oferta e demanda, motivado por razões internas (quebras de safra, política de preços mínimos aos produtos, conjuntura econômica) ou externas (mudanças no cenário internacional, restrições políticas ou sanitárias).

"As alterações de preços, especialmente as de pequena magnitude, podem refletir tão somente procedimentos adotados por determinados supermercados da amostra, seja para estimular a concorrência, para se destacar em algum segmento ou simplesmente para desovar estoques através do rebaixamento temporário dos preços".

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