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05/03/2010 - 20h20

Apesar da insistência da volatilidade, analistas veem Ibovespa nos 70 mil pontos

SÃO PAULO – Entre os indicadores divergentes produzidos pela economia norte-americana durante esta semana, o que mais se destacou foi o Employment Report, que registrou números melhores do que a expectativa dos analistas. Assim, as principais bolsas internacionais respiraram aliviadas.

Com o Ibovespa não foi diferente. O índice apresentou valorização de 3,52% nos últimos sete dias e rompeu uma resistência importante ao ultrapassar a barreira dos 67 mil pontos, registrando no fechamento desta sexta-feira 68.846 pontos.

Máxima história é improvável

Para Leonardo Laska, do departamento de análise da Senso Corretora, o bom humor ainda deve permanecer na próxima semana, e com isso o Ibovespa deve alcançar a casa dos 70 mil pontos, embora ele não acredite que o índice tenha fôlego para passar dos 71 mil pontos – outra resistência importante.

Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros, também não acredita em rompimento da máxima histórica (73.516 pontos) no curto prazo. Para ambos, o motivo principal é a necessidade de restabelecimento do fluxo de investimentos estrangeiros. “Teremos que esperar a entrada maciça desse capital”, afirma Monteiro.

Já Laska disse que “o volume está muito bom, os investidores estrangeiros estão voltando e isso deve ajudar o índice”. Por enquanto, até o dia 3 de março, a movimentação do investidor estrangeiro estava positiva em R$ 688 milhões, mas Luiz Roberto Monteiro avisa que ainda "teremos que aguardar mais um pouco" para ter certeza que o capital estrangeiro está voltando para o Brasil.

PIB

Como o mercado continuará a dar mais importância para indicadores externos e a agenda norte-americana só traz novidades a partir da quarta-feira, as notícias do continente europeu serão o principal ponto de apoio para o investidor nessa semana. Se a Grécia continuar a emitir sinais de que está disposta a cortar custos e diminuir seu déficit fiscal, a tendência é que o mercado tenha uma boa semana, como projetam Laska e Monteiro.

Isso porque, segundo Monteiro, outros fatores, como a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, na próxima quinta-feira (11), não devem ter grande impacto no desempenho do principal índice de bolsas brasileiro. "O PIB não traz preocupações. A economia brasileira tem mostrado recuperação e a reunião do Copom, que tem maior potencial de impacto, só acontecerá na outra semana”, ameniza.

Petrobras

Para Laska, tampouco a agenda de resultados corporativos deve influenciar o Ibovespa. Em sua opinião, apenas Petrobras, dentre as empresas que ainda não publicaram balanços, tem força o suficiente para mover o índice. A divulgação de resultados pela companhia estava marcada para o dia 26 de fevereiro, mas a estatal adiou a publicação e ainda não definiu nova data.

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