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05/03/2010 - 12h38

Após cair 19% em 2009, remessas à América Latina devem se estabilizar

SÃO PAULO – Depois de caírem 19% no ano passado, as remessas de imigrantes da América Latina e Caribe para seus países tendem a se estabilizar em 2010, revelou um estudo realizado pelo Fundo Multilateral de Investimentos, do BID (Banco Internacional de Desenvolvimento).

De acordo com os dados, as remessas a esta região foram de US$ 58,8 bilhões no ano passado, quando foi registrada a primeira queda anual desde que a apuração começou a ser feita, em 2000. Até 2009, o crescimento médio anual havia sido de 17%.

O crescimento começou a diminuir a partir de 2006 e se acentuou em 2008, quando a crise econômica global afetou o nível de emprego e o ingresso de estrangeiros em países como Estados Unidos, Espanha e Japão.

O Brasil registrou a maior queda de remessas de moradores no exterior, de 34%, prolongando uma tendência que começou antes da crise. Os imigrantes brasileiros já estavam voltando ao País, motivados pelas boas perspectivas econômicas e pelas poucas oportunidades em países antes anfitriões, como o Japão.

Perspectiva 2010

O estudo revelou que já a partir do último trimestre de 2009 as remessas começaram a se estabilizar. “No curto prazo, é improvável que se produza uma recuperação considerável no volume de remessas, em razão das perspectivas incertas de crescimento econômico dos países que são tradicionais fontes de remessas”, diz o estudo.

“Mas os sinais de estabilidade dos últimos meses podem gerar uma estimativa de níveis estáveis de remessas, ou inclusive de um novo período de crescimento de um dígito em um futuro próximo”, completa.

As remessas são fontes importantes de rendas para países como Haiti, Guatemala, Honduras, Nicarágua e El Salvador, onde chegam a representar mais de 10% do PIB (Produto Interno Bruto).

Os dados mostram que os fluxos de remessas são afetados por alguns fatores, como sazonalidade – elas aumentam no Natal e no Dia das Mães – e a taxa de câmbio, analisada por quem está no exterior, na hora de enviar dinheiro à América Latina e Caribe.

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