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08/03/2010 - 15h53

Morgan Stanley aponta ações brasileiras em ponto de compra e venda

SÃO PAULO – Dentro do universo de cobertura do Morgan Stanley na América Latina – que abrange 135 empresas – os analistas compilaram a lista das 25 ações com melhor e pior potencial de retorno pelos próximos 12 meses. Na lista das melhores opções, ações brasileiras ocupam 8 dos 10 primeiros lugares, ou 21 dos 25.

Entre as empresas da lista, as mais bem colocadas são WEG (WEGE3), Anhanguera (AEDU11), MRV (MRVE3), Cyrela (CYRE3), Santander (ADRs), Log-In (LOGN3), Petrobras (ADRS) e OGX (OGXP3). De acordo com o banco, os ativos dessas companhias têm potencial de retorno entre 50% e 39%, considerando seus atuais preços-alvo.

Por outro lado, os papéis das brasileiras também têm ampla presença na lista das empresas com os piores retornos estimados. Das 25 empresas, 23 são do País, entre elas Ultrapar (ADRs), Le Lis Blanc (LLIS3), Copel (CPLE6), TIM (ADRs), Redecard (RDCD3), Porto Seguro (PSSA3), Cielo (CIEL3) e Klabin (KLBN4).

De acordo com as estimativas do banco, as ações brasileiras estão sendo negociadas com múltiplo EV/Ebitda em 8,6x, e P/L de 14,5 x.

Múltiplos e estimativas

O Morgan Stanley também oferece uma análise das empresas da região considerando alguns dos principais múltiplos e estimativas para as companhias, como a projeção de crescimento do Ebitda (geração operacional de caixa). Medial (MEDI3), Log-In (LOGN3), Indústrias Romi (ROMI3) e São Martinho (SMTO3) devem ter CAGR (taxa composta de crescimento anual) devem se destacar quando analisadas sobre esta ótica, ao contrário de Eletropaulo (ELPL6).

Já considerando as estimativas para avanço do lucro por ação, os destaques são Log-In, Indústrias Romi, Iochpe-Maxion (MYPK3), Santander e JHSF (JHSF3). Na outra ponta, Cremer (CREM3), Telesp (ADRs), Petrobras (ADRs), BR Malls (BRML33) e GOL (ADRs).

O banco também lista as top 25 empresas baseado nas estimativas de retorno sobre o patrimônio das empresas latino-americanas. Nessa relação, Redecard, Cielo, AES Tietê (GETI4) e Natura (NATU3) são as brasileiras mais bem colocadas (todas entre as 5 primeiras) enquanto BrasilAgro (AGRO3) e SLC Agrícola (SLCE3) aparecem entre as piores empresas, na 134ª e 133 posição, respectivamente.

Passando aos múltiplos, quando avaliando as companhias da região com base no preço/lucro, Santos Brasil (STBP11), Lojas Americanas (LAME4), Odontoprev (ODPV3) e MMX (MMXM3) se mostram as mais atrativas, enquanto Sabesp (SBSP3), Copasa (CSMG3), Equatorial (EQTL3) e Gafisa (GFSA3) aparecem entre as menos interessantes quando considerada essa relação.

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