UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

12/03/2010 - 15h31

Aumento de 24% no IPTU pressiona inflação da classe média

SÃO PAULO – O aumento de aproximadamente 24% no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) paulistano está entre os principais responsáveis pela alta de 0,70% na inflação para a classe média na cidade de São Paulo, em fevereiro deste ano. O índice, no entanto, é menor que o do mês anterior, de 1,15%. No acumulado dos últimos 12 meses, a elevação dos preços gerais atinge 5,11%.

Considerando os grupos, além de habitação (com alta de 0,79%), outros que contribuíram para elevar o indicador foram alimentação e transportes, cujos preços subiram 1,11% e 0,86% respectivamente. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12) pela Fecomercio (Federação do Comércio), em parceria com a OEB (Ordem dos Economistas do Brasil). 

Altas

A alta nos preços dos combustíveis contribuiu para o aumento no grupo de transportes, sendo que o etanol avançou 2,49% e a gasolina, 1,62%. A escalada da relação de preço etanol/gasolina em fevereiro supera o limite de até 70% que considera o etanol vantajoso financeiramente para usuários de veículos flex.

Em Habitação, os aumentos nos preços de produtos eletroeletrônicos (1,03%) e custos das locações residenciais (0,14%) incentivaram a alta do grupo.

Com relação ao grupo Alimentação, o índice ficou maior em razão do aumento nos preços das verduras (17,87%) e dos legumes (6,07%). Por outro lado, os preços das carnes do frango caíram (-1,72%)

Outros grupos

Além dos grupos de maior peso, no grupo Despesas Pessoais o destaque ficou por conta do aumento dos preços dos refrigerantes (0,74%) e da cerveja (0,34%). O grupo registrou aumento de 0,34% no mês passado.

No grupo Saúde (0,61%), a consulta médica foi o principal destaque, com alta de 2,53%. Os planos de saúde registraram aumento de 0,49% no mês passado.

Em Educação, o aumento de 0,18% ficou por conta dos cursos escolares, material escolar e livros didáticos, que subiram 0,14%, 0,32% e 0,82%, respectivamente, no mês passado.

Considerando o grupo Vestuário, o único que registrou queda em fevereiro, a principal influência ficou com roupa feminina (-0,32%), roupas masculinas (-0,44%) e com calçados e acessórios de vestuário (-0,17%).

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host