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12/03/2010 - 16h34

Procon: mais de uma em cinco queixas são sobre assuntos financeiros

SÃO PAULO – Mais de uma em cada cinco reclamações feitas por consumidores em 2009 dizia respeito a produtos financeiros, revelou o Procon-SP.

De acordo com os dados, das 41.685 reclamações fundamentadas realizadas no ano passado, 8.991 (22%) eram de assuntos financeiros, que ficou em segundo lugar no ranking geral, atrás apenas de serviços, que receberam 23.674 reclamações (56,79% do total).

Os fornecedores com o maior número de reclamações neste segmento foram Itaú, Unibanco, Bradesco, Banco IBI – C&A e Panamericano.

Reclamações

O cartão de crédito lidera o ranking das reclamações realizadas em assuntos financeiros no ano passado, sendo o maior problema a cobrança de tarifa de emissão de boleto.

Persistem ainda as queixas referentes à cobrança de valores não reconhecidos nas faturas de cartões de crédito em caso de roubo/furto, perda/extravio do plástico ou mesmo quando o cartão permanece nas mãos do consumidor.

Ainda em relação aos cartões, foram recebidas reclamações sobre lançamentos de serviços não solicitados e ofertas de parcelamento da fatura sem a devida informação sobre juros, valor total cobrado etc.

Empréstimos

Depois de cartão de crédito, os empréstimos são o grande problema dos consumidores. As instituições financeiras têm cobrado a taxa para abertura de crédito, que é proibida, e também têm repassado ao consumidor a comissão do vendedor.

Em relação aos serviços bancários, cresceram as reclamações referentes a saques e transações eletrônicas não reconhecidas, bem como as cobranças indevidas e abusivas quando da contratação de pacotes de serviços ou de qualquer linha de crédito.

O Procon considera que o resultado é “decepcionante”, tendo em vista que se esperava um aprimoramento da relação cliente/banco por conta de resoluções emitidas pelo Banco Central para implementação de ouvidorias (3.477) e informação e divulgação dos custos das operações aos clientes (3.517).

“A expectativa é que elas tivessem resultado em redução do número de reclamações, o que não ocorreu”, diz o Procon.

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