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17/03/2010 - 11h02

A partir de maio, o Ibovespa estará mais democrático, afirma BTG Pactual

SÃO PAULO - A BM&F Bovespa divulgará em 1 de abril sua primeira prévia da próxima composição da carteira teórica do Ibovespa, que vai vigorar entre maio e agosto deste ano. Segundo os analistas da BTG Pactual, o novo portfólio do índice mais importante da bolsa paulista deverá ser "mais democrático", trazendo empresas novas, mas sem contar com a exclusão das atuais companhias pertencentes ao benchmark.

"Nosso modelo indica que a Cielo (CIEL3), Agre (AGEI3) e Brasil EcoDiesel (ECOD3) podem entrar no Ibovespa", avaliaram os analistas. Segundo eles, o Santander Brasil, contudo, ficará de fora da lista, uma vez que seu IPO fora realizado apenas há alguns meses atrás. Vale lembrar que um dos critérios para entrar no índice é ter pelo menos 12 meses de permanência entre as ações mais negociadas da bolsa. 

Setor imobiliário aumenta participação

Um dos destaques, de acordo com o BTG, será mais uma vez o setor imobiliário. Em foco nos últimos tempos por conta das boas projeções de crescimento econômico pós-crise, as empresas do segmento que pertencem ao Ibovespa devem ter seu peso no índice ajustado para cima. "A maior confiança na economia brasileira e a menor aversão ao risco têm ajudado o setor imobiliário a ganhar força no Ibovespa", avaliou a equipe de análise do banco.

Entre as empresas deste segmento, de acordo com o BTG, as ações da PDG Realty (PDGR3) aparecem logo atrás da Agre em termos de importância no índice. "Os nomes relacionados com a estabilidade do Brasil e a expansão de crédito estão ganhando peso neste período, especialmente os nomes do setor imobiliário, bem como do setor financeiro e de transportes", argumentou o banco. 

Large caps reduzem peso no índice

Enquanto setores específicos aumentam sua participação no índice, os analistas do BTG acreditam que as companhias mais maduras, que geralmente possuem a maior parcela do benchmark, devem apresentar pesos menores a partir de maio. Este seria o caso da VALE (VALE5), Petrobras (PETR4) e CSN (CSNA3). 

Na visão do banco, tanto a Vale e a Petrobras como o Itaú Unibanco (ITUB4) e outras grandes companhias do setor siderúrgico deverão ser as maiores "perdedoras" na próxima redefinição da carteira teórica do Ibovespa. "As large caps brasileiras começaram a perder peso no índice logo após o estouro da última crise econômica, uma tendência que deverá continuar, em nossa opinião", destacaram os analistas, que completam dizendo que "com estas mudanças e as três inclusões, o Ibovespa está se tornando mais democrático".

OGX e Brasil EcoDiesel

Em sentido oposto, porém, a OGX (OGXP3) desperta boas perspectivas aos analistas do BTG. "Mesmo a companhia já estando presente em todos os índices da BM&F Bovespa, é esperado que ela aumente sua fatia de participação no Ibovespa em 1,1 ponto percentual na próxima revisão da carteira teórica, atrás apenas da Cielo", disseram os analistas.


A ação da Brasil EcoDiesel também anima a equipe do BTG. Segundo os analistas, o papel havia sido listado nas projeções do banco para fazer parte do Ibovespa já na última redefinição da composição do índice, porém, o ativo sofreu uma forte correção em um período próximo ao anúncio da bolsa paulista e acabou ficando de fora do benchmark. 

"Entretanto, a média de volume de negócios da Brasil EcoDiesel cresceu novamente e parece que a inclusão da companhia produtora de energia alternativa na carteira teórica do índice Bovespa é inevitável agora", avaliou o BTG Pactual.

Confira a projeção do BTG para a carteira teórica do Ibovespa entre maio e agosto deste ano:

Empresa Peso atual Novo peso
Petrobras PN 12,44% 10,62%
Vale PNA 12,67% 10,52%
BM&F Bovespa ON 4,16% 4,29%
Itaú Unibanco PN 4,62% 3,94%
Gerdau PN 3,52% 3,45%
Bradesco PN 3,50% 3,17%
Usiminas PNA 3,45% 2,87%
Petrobras ON 3,07% 2,75%
Vale ON 3,40% 2,74%
Itaúsa PN 2,60% 2,48%
CSN ON 3,31% 2,44%
Fibria ON 2,06% 2,14%
OGX ON 0,89% 2,03%
Cielo ON - 2,00%
Brasil Foods ON 2,04% 1,99%
Banco do Brasil ON 2,20% 1,98%
Redecard ON 1,76% 1,73%
Cyrela ON 1,49% 1,71%
Gafisa ON 1,28% 1,65%
ALL unit 1,40% 1,41%
Cemig PN 1,46% 1,39%
MMX ON 1,51% 1,19%
Agre ON - 1,08%
Lojas Americanas PN 0,89% 1,08%
Rossi Residencial ON 0,86% 1,04%
GOL PN 0,82% 1,04%
PDG Realty ON 0,64% 1,03%
Lojas Renner ON 1,01% 1,02%
Eletrobrás ON 0,93% 1,01%
Brasil EcoDiesel ON - 0,98%
LLX ON 0,66% 0,95%
Telemar PN 0,87% 0,92%
Bradespar PN 1,06% 0,90%

Gerdau Metalúrgica PN 0,91% 0,90%
NET PN 0,84% 0,90%
MRV Engenharia ON 0,65% 0,90%
Embraer ON 0,94% 0,88%
Eletrobrás PNB 0,87% 0,86%
TAM PN 0,58% 0,85%
CESP PNB 0,83% 0,84%
Ambev PN 0,87% 0,83%
TIM PN 0,90% 0,81%
JBS ON 0,68% 0,80%
Natura ON 0,75% 0,79%
Cosan ON 0,56% 0,75%
B2W ON 0,59% 0,71%
CCR ON 0,63% 0,70%
Vivo PN 0,75% 0,70%
Usiminas ON 0,83% 0,69%
Eletropaulo PNB 0,76% 0,67%
Pão de Açúcar PNA 0,57% 0,67%
Copel PNB 0,65% 0,61%
Duratex ON 0,53% 0,59%
Braskem PNA 0,47% 0,58%
Light ON 0,46% 0,55%
Brasil Telecom PN 0,31% 0,53%
CPFL Energia ON 0,55% 0,51%
Ultrapar PN 0,55% 0,50%
Souza Cruz ON 0,59% 0,48%
Klabin PN 0,41% 0,44%
Sabesp ON 0,35% 0,36%
Transmissão Paulista PN 0,31% 0,26%
Telemar PNA 0,23% 0,26%
Telemar ON 0,21% 0,24%
Telesp PN 0,18% 0,17%
TIM ON 0,15% 0,14%

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