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18/03/2010 - 13h49

Encerrado o rali, mercados devem passar por momento de volatilidade, avalia Citi

SÃO PAULO – Para o Citigroup, a magnitude do rali nos mercados globais nos últimos 12 meses foi consistente com a magnitude de sua queda prévia. A partir de agora, passado o forte desempenho no mercado acionário, os investidores devem manter-se atentos ao passado e suas lições. 

Comparando experiências passadas com o mercado atual, os analistas notam que a elevação nos preços dos ativos no período posterior à crise financeira internacional está encerrada e que as ações irão oscilar entre altas e baixas, sem uma tendência definida, nos próximos 24 meses. 

Momento de deixar altos betas

Na avaliação do banco, os altos betas (medida de risco diversificável de uma ação), que foram uma boa aposta durante a retomada nos preços, são menos apropriados neste momento. Em decorrência disso, o Citi rebaixa sua recomendação a exposições no setor financeiro para neutra. 

Por outro lado, por demonstrar uma estratégia de crescimento mais orientada, o banco recomenda uma maior exposição ao setor de TI (Tecnologia da Informação), além de destacar o de energia.

Analise regional

Em uma análise regional, o Citi demonstra preferência pelo Japão e mercados emergentes da Ásia e América Latina. Além disso, devido ao momento de ganhos e baixos valuations, também mostra-se otimista no mercado do Reino Unido. Os EUA, por sua vez, continuam recebendo viés negativo dos analistas do banco.

Brasil

Quanto à América Latina, focando-se em especial no Brasil, o banco observa que o mercado doméstico vem perdendo momentum nas últimas semanas - ou mesmo meses - à medida que os investidores sinalizam uma maior aversão ao risco e migram para a renda fixa – levados não só pelo "flight to quality", mas também pela perspectiva de um iminente aperto monetário e pela proximidade das eleições de outubro.

No entanto, não acreditam que a escolha de um novo presidente terá um papel transformacional. Para eles, eventos potencialmente preocupantes da elevação da taxa Selic e as incertezas acerca das eleições de outubro não são razões para vender ações brasileiras. Dessa forma, projetam o Ibovespa na casa dos 80 mil pontos ao final deste ano. 

Maior risco global

Por fim, o Citigroup avalia que o maior risco para suas projeções são que “as evidências emergentes de uma recuperação nos ganhos e na economia prove-se falsa”. 

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