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18/03/2010 - 09h48

Intenção dos paulistas de contrair crédito e comprar bens duráveis cai em março

SÃO PAULO – Os paulistas não estão otimistas para comprar bens duráveis e contratar crédito neste mês. De acordo com o ICF (Intenção de Consumo das Famílias), medido pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), a intenção das famílias com relação a esses itens caiu frente a fevereiro.

Para o assessor econômico da entidade, Guilherme Dietze, apesar das quedas, os indicadores para esses itens mantiveram-se acima dos 100 pontos, o que demonstra um momento positivo para o comércio.

Em março, a intenção de comprar bens duráveis alcançou 141,3 pontos, contra 147,2 verificados em fevereiro, uma queda de 4%. Já a intenção de ter acesso ao crédito saiu de 159,7 pontos do mês passado para 155,4 pontos agora, um recuo de 2,7%.

Sem preocupações

Para Dietze, apesar da forte retração, a intenção dos paulistas de comprar bens duráveis não é preocupante e se deve ao término da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para alguns produtos da linha branca.

“No mês passado, esse mesmo item teve alta de 4%, pois as famílias encararam o último mês de IPI reduzido como uma oportunidade de adquirir bens desse tipo”, considerou, por meio de nota.

Com relação à intenção de adquirir crédito, o assessor vê a queda como um reajuste natural, já que o indicador apresentou forte aumento de 7,46% no primeiro bimestre deste ano.

Considerando outros itens que compõem o ICF, é possível constatar que também houve queda na perspectiva de crescimento profissional, que saiu de 122 pontos registrados em fevereiro para 119,5 pontos em março - um recuo de 2%

Intenção de consumo se mantém estável

De maneira geral, o ICF registrou estabilidade neste mês, frente a fevereiro. O indicador que mede a intenção de consumo dos paulistas teve 138 pontos, contra 137,9 apresentados no segundo mês do ano.

Dentre os itens, os que registraram os maiores aumentos foram o de renda atual, que passou de 154,1 pontos para 159,6 pontos, e perspectiva de consumo, que alcançou 141,8 pontos, contra os 136,9 anteriores.

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