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19/03/2010 - 18h26

Aparelhos pré-pagos podem ficar mais caros após determinação da Anatel

SÃO PAULO – Com um incentivo a menos para subsidiar os aparelhos, os celulares pré-pagos podem ficar mais caros ou com valor bem próximo do cobrado pelos desbloqueados. Essa é a opinião do presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude.

Na quinta-feira (28), a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) publicou um entendimento sobre o desbloqueio de celulares. Agora, as operadoras serão obrigadas a desbloquear os aparelhos no momento em que o cliente desejar, sem cobrança de multa ou qualquer outro valor.

“No pré-pago vendido bloqueado, a operadora subsidia o valor do aparelho porque ela espera ganhar o cliente. Dependendo da reação do mercado, se quem comprar o aparelho já desbloquear e mudar de operadora, ela vai perder o incentivo para subsidiar. Logo, o preço do aparelho bloqueado será bem próximo ou igual ao do desbloqueado”, declarou Tude.

Teste de comportamento

Para ele, o grande teste será o Dia das Mães, a próxima data comemorativa que registra maior desempenho na venda de celulares. A ocasião servirá para observar o comportamento dos consumidores, o que vai determinar o nível de subsídio que as operadoras darão daqui para a frente.

“Na hora que a operadora vende o aparelho bloqueado, o cliente compra créditos e fica um tempo na operadora. Então, ela acaba tendo um ganho. Agora, se muita gente começar a desbloquear logo na compra e não usar a operadora, a operadora não terá mais o incentivo para dar o subsídio”, explicou.

Tude lembra ainda que, antes da determinação, quem queria desbloquear já desbloqueava de qualquer jeito. O que a Anatel fez foi oficializar o direito do cliente de pedir à própria operadora para desbloquear.

Operadoras

Após o anúncio de quinta-feira, a operadora Oi emitiu nota afirmando que a decisão favorece os consumidores e o mercado. Já a TIM disse que segue as determinações da agência, enquanto Vivo e Claro declararam que preferem aguardar a publicação da súmula no Diário Oficial para fazer a análise do documento, antes de emitir qualquer posicionamento.

Tude afirma que, apesar de serem obrigadas a desbloquearem assim que o consumidor pedir, as operadoras provavelmente continuarão a vender os aparelhos bloqueados. Além disso, na opinião do especialista, nada deve mudar nos planos pós-pagos. “O impacto é baixo porque a fidelização continua sendo ligada ao plano de serviços”, destacou.

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