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25/03/2010 - 13h26

Deficit habitacional brasileiro cai para 5,8 milhões de casas em um ano

SÃO PAULO – De acordo com o 4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, o deficit habitacional urbano do País caiu de 6,27 milhões de unidades em 2007 para 5,8 milhões, em 2008. A diferença é de 476 mil casas em um ano.

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) foram considerados os motivos para a queda do deficit, na visão do ministro das Cidades, Márcio Fortes.

“Temos feito com que o deficit habitacional venha caindo, com as obras que estão sendo feitas, com os programas que estão sendo implementados com vigor”, afirmou o ministro, de acordo com a Agência Brasil. “São investimentos sólidos, fortes e importantes, que levarão adiante a decisão do governo de atacar o problema habitacional”.

Baixa renda

De acordo com o relatório, as famílias com renda de até três salários mínimos concentram 89,2% do deficit habitacional. O problema se agrava nas cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes.

Segundo os dados, em 97,3% delas existem favelas, em 86,5%, cortiços e em 94,6%, loteamentos clandestinos ou irregulares. As áreas urbanas concentram 82% do deficit habitacional do País.

Apesar de ainda ser alto, o deficit habitacional vem caindo e, nos últimos 16 anos, o percentual de pessoas morando em condições adequadas no País melhorou 15%. Segundo os dados, 50,7% da população morava em locais com boas condições em 1992. Esse percentual subiu para 65,7% em 2008.

Saneamento

De acordo com o relatório, os índices de saneamento básico também registraram melhora entre 2007 e 2008. Nas cidades, a água tratada chega a 91,6% das famílias. Mas a situação no interior do País ainda é preocupante, já que apenas 27,4% das famílias que vivem em regiões rurais têm acesso a água tratada.

São Paulo é o estado onde há o menor deficit de água tratada: 98,9% das famílias do estado paulista têm acesso a ela. Por outro lado, o Pará é o que apresenta o deficit mais elevado. No estado, 51,5% da população possui água tratada.

Com relação ao serviço de esgoto, nas regiões urbanas, 80,5% têm acesso ao serviço, ao passo que apenas 23,1% das famílias nas zonas rurais têm acesso. Considerando os dois serviços, água e esgoto, o relatório mostra que a quantidade de famílias atendidas passou de 62,3% em 1992 para 76% em 2008.

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